III Meeting Internacional de Ginástica Rítmica – O dia em que parei de imaginar e passei a acreditar…

Bom, como vocês devem saber, durante esse fim de semana, paralelo ao Sulamericano de Clubes, aconteceu esse desafio entre o Brasil e países da America do Sul e a Russia. 

No individual eu nem tenho o que falar, porque os resultados falam por si  próprios, as ginastas do Brasil simplesmente deram um show, indiscutível ver como o nível do individual do Brasil está incrível, porque por muito tempo ficamos a sombra da nossa vizinha Argentina. As meninas simplesmente ocupando todos os lugares mais altos do podium, com notas maravilhosas e performances incontestáveis. 

Eu poderia desfiar uma enorme quantia de elogios, mas prefiro que vocês se deleitem com  os vídeos que vou colocar aí mais pra baixo, afinal, se uma imagem vale mais que mil palavras, um vídeo, deve valer uns bons milhares delas…

Mas voltando ao título. O conjunto é o foco. Eu fiquei durante o fim de semana todo dividido entre vídeos, fotos, notícias. Como não pude acompanhar ao vivo, fiquei procurando o máximo pela rede durante todos os dias.

Vou construir a história desse fim de semana baseado em todos os fatos que tive acesso, junto com minhas impressões.

No fim de semana passado, em Toledo, as meninas da nova seleção finalmente estrearam, após a renovação do conjunto, os dois meses e pouco de treino. Fizeram praticamente as mesmas séries do ano passado, com algumas mudanças. Avalio a estreia como muito boa. Consegui ver o começo de um sentimento de grupo entre todas e pode-se notar o trabalho duro da Camila pra fazer essas meninas novas pensarem assim. 

Passada a estreia, viria o Meeting, e o enfrentamento oficial a uma seleção. E logo as russas… E poucos dias antes vem a notícia de que a nova capitã, Débora, estava lesionada. Colocar a seleção nos eixos em poucos dias, sem a atleta que está presente na maioria das colaborações. Mas a seleção com seu trabalho conseguiu. Pode-se ver que algumas dificuldades das séries acabaram ficando de fora ou foram facilitadas. Afinal, mesmo treinando juntas, fazer algo de última hora é muito complicado. 

Na sexta feira eles estrearia com a série de bolas. A série que fez todos os fãs de GR do Brasil ( e por que não dizer do mundo?) pararam quando viram pela primeira vez há exatamente um ano, em Portimao… A série que me fez acreditar que a seleção estava entrando nos eixos. Bom, quando eu fui ver o vídeo, me assustei. As meninas completamente desconcentradas. Errando muito, como se a bola simplesmente escapasse das mãos, como se o caos se instalasse. A cada colaboração eu pulava da cadeira, em frente ao meu computador, como se eu mesmo quisesse ir ajudar. No fim da série, parecia que nem elas sabiam o que havia acontecido. Com certeza elas não esperavam começar assim. Ainda mais com o público colocando o ginásio abaixo a cada colaboração, cada troca…

Confesso ter ficado em choque, e fui dormir na madrugada de sábado torcendo para que o dia seguinte fosse melhor. E foi. A primeira coisa que eu soube foi um tweet da CBG, comemorando a incrível apresentação do Brasil, que tirara uma nota mais alta que a Russia ( eu sei que nesse momento eu nem me importo muito com elas, uma nota maior que a delas, independente de qual Russia for, não é algo que se possa deixar passar). Fiquei como um louco procurando o vídeo. Li em uma outra notícia, que a Camila disse que o objetivo das meninas era apenas ir bem, se soltar em quadra e dar o melhor, fazer o público festejar. Logo depois eu vi o vídeo. 

A primeira coisa que veio na minha cabeça foi a mudança total na atitude delas. Força e determinação marcaram a série mista. 

Eu fiquei revendo a série muitas vezes, descobrindo as novidades da série. Cada colaboração que as vezes passa desapercebida, cada dificuldade que incrementava daqui e dali, e o resultado final foi uma série muito bem construída e muito fluída, teve horas que pareciam outras meninas. 

Fiquei muito feliz e estava só esperando o domingo.

Acompanhar a transmissão com os comentários da antiga capitã da seleção foi literalmente emocionante. Para mim, para todos que viram e para ela também. Durante a série de bolas, por muitas vezes eu senti que as palavras da boca da Luisa simplesmente não saíam, porque ela estava completamente vidrada nas meninas. O ginásio lotado vinha abaixo a cada 5 segundos das séries. Cada vez mais as meninas tomavam forças para terminar com tudo. Mesmo com os errinhos, o azar das bolas se chocarem, as séries foram incríveis. Para mim que estava longe de toda a emoção de um ginásio, a emoção foi muito grande. 

Enfim, os resultados foram os que eu tinha previsto. Prata para a seleção da casa. Mas isso nem importa muito. 

O que me deixou orgulhoso, foi a emoção que eu vi nas meninas. Quando eu vi as séries em Guadalajara eu pensei que aquilo era o auge. Mas eu vi as séries hoje, e eu estava enganado. Tive que assistir muitas vezes para compreender toda a série. Porque muita coisa foi colocada, pequenos detalhes, mas muitos detalhes. Sem falar que finalmente eu consigo ver a essência da escola brasileira de GR: CRIATIVIDADE. As séries com muitas colaborações, muitas mesmo.  E uma energia incrível. Mesmo sendo meninas muito novas e inexperientes, todas pareciam grandes atletas. Acho que é porque elas são. 

Vendo o Brasil competindo com brilhantismo, me fez finalmente acreditar que conseguimos deixar a grande seleção de 2000 para trás, e colocar nossos olhos finalmente no grande futuro que teremos. 

Força meninas, nunca desistam!!! Todos torcemos por vocês!!!

Vídeos nesse canais, se divirtam procurando!!!

http://www.youtube.com/user/hitomioliveira/videos

http://www.youtube.com/user/J75693/videos

https://www.youtube.com/user/ciciginastica/videos

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2 thoughts on “III Meeting Internacional de Ginástica Rítmica – O dia em que parei de imaginar e passei a acreditar…

  1. severa romana diz:

    otimo texto, mais não consegui sinceramente ver quais as mudanças de coreográfia na serie de bolas.houve mundança?Não consegui identificar a serie das russas é boa, mas na minha opinião a do brasil é superior, mas como o brasil não tem tradição e nome como a russia elas nunca obtem notas justas.

    • themr120836 diz:

      Na verdade não houveram grandes mudanças na coreografia, mas se você prestar atenção, a maior parte das trocas teve alguma dificuldade aumentada, as colaborações tem alguns elementos a mais. Não houve uma mudança grande, mas são poucos pontos em cada partezinha da série que fazem a diferença no final… essa série das russas é sim um pouco melhor que a do brasil, e some isso o fato da tradição e as meninas do brasil perderam um troca, deixaram cair umas bolas….

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