GINÁSTICA RÍTMICA – CONJUNTO BRASILEIRO SE PREPARA PARA ESTREIA INTERNACIONAL – GRAND PRIX DE BERLIM

Eu recebi um comentário essa tarde enquanto eu estava preparando o post de agora, falando exatamente sobre o que eu vou dizer por aqui – e não é que a seleção que a gente achou que era a reserva é na verdade a titular? E como essas meninas vão se comportar em Berlim? Vamos fazer um recap e comentar sobre o que pode ou não acontecer lá?

=D

O post é pra ser meio longo, então se senta com conforto e vamos conversar.

Nesse momento em que vocês estão aqui lendo esse post as meninas já devem estar no hotel, prontas para descansar bem nessa noite antes de iniciar os primeiros treinos. Para minha surpresa, ontem a CBG divulgou a foto com as meninas que embarcaram para lá – que basicamente são as mesmas que se apresentaram em SP no começo do mês.

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Com a exceção da Débora entrando no lugar da Stephany, as outras cinco são as mesmas. Pelo que deu pra perceber, na minha opinião, com a volta da Camila para os treinos da seleção ela acabou escolhendo as meninas que ela queria de fato na seleção de conjunto, o que fez com que essas seis meninas viessem a se juntar. Nas entrevistas de antes a gente podia ver a Anna falando sobre a qualidade das meninas e como não tinha um time A ou time B. Parece que logo depois da entrada das meninas novas na seletiva e do convite da Andressa para participar do conjunto, a decisão de tentar colocar as meninas com mais qualidade superou a falta de experiência delas.

Isso é uma coisa que eu estava pensando hoje também, as meninas que já estavam na seleção são um time conciso, bem trabalhado e que deu bons resultados pro Brasil nos últimos dois anos, só que eu sinto que faltava um empurrão a mais pra essas meninas voarem. Sem falar que esse ano as coreografia são mais difíceis do que nos anos anteriores – pelo menos numa visão subjetiva. Ao invés de fazer cada elemento e colaboração aparecer por si mesmo, a gente pode notar uma maior movimentação das meninas pelo tablado, um pouco mais de frenesi para conseguir realizar os movimentos.

Eu fui visitar outras série anteriores para comparar a movimentação das ginastas pelo tablado, as dificuldades e a execução dos movimentos. Não acredito que elas estejam fazendo dificuldades corporais muito mais difíceis do que a gente tinha feito em outros anos, ou pelo menos algo muito diferente do que foi mostrado desde a entrada da Camila na seleção.

Acho que nesse ano o passo a frente foi a elaboração das coreografias.

Eu fui checar a nossa dificuldade nos últimos mundiais e vi que as nossas notas tem subido, mesmo que pouco a pouco. O único problema é a nota de execução que não consegue subir dos baixos setes, uma coisa que a gente precisa colocar pra trás. De uma forma, a nova organização das séries pode sujeitar na subida da execução – seguindo o exemplos das rotinas russas e israelitas, que tem uma evolução frenética pelo tablado. Claro que isso parece meio maluco ao pensar, mas eu estou fazendo suposições, sendo que a gente só vai ter certeza do que vai acontecer quando elas finalmente saírem a competir.

É só aguardar o sábado.

Acredito que a nossa missão nessa competição é fazer o máximo de acertos possível. Ainda mais porque as meninas vão competir nos dois dias, classificação e final, já que só tem sete conjuntos. Acho que pode ser super produtivo elas dividirem a competição com Rússia, Bielorrússia e Israel, sem falar em medir nossas forças com o batalhão do meio, Azerbaijão e Alemanha, e comparar com nosso adversário da América, o Canadá.

Não sei se vai ser possível conseguir um pódio/medalha, afinal as meninas ainda tem muito treinamento pela frente pra conseguir fazer essas séries acontecerem na maneira que precisa. Agora, tem que levar em conta que essa é a primeira competição internacional desse ano e a gente tem que ver como elas vão se comportar no tablado.

Acho que atingindo algum dezesseis na competição já seria algo super maravilhoso pra gente, pois já iria colocar o  conjunto no mesmo patamar do que o melhor conjunto da América esse ano está, os EUA. Mas claro, vamos ver como as meninas vão se comportar nessa competição.

Depois de Berlim ainda vai ter um mês e meio para o Pan, tempo mais do que suficiente pra colocar a cabeça no lugar e dar de tudo nos treinos. Não tem porque pirar agora, mas vai ser bom ver como elas vão se comportar por lá.

Pra quem ainda não viu, aqui vão os vídeos das séries do Brasil, com uns bônus mais pra baixo.

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E aí vai a foto das seis meninas na última apresentação delas nessa última semana.

Agora é esperar e torcer, né?

=D

Voltamos a discutir mais – depois que a gente puder ver essas séries.

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14 thoughts on “GINÁSTICA RÍTMICA – CONJUNTO BRASILEIRO SE PREPARA PARA ESTREIA INTERNACIONAL – GRAND PRIX DE BERLIM

    • princeinred diz:

      Até agora não tem nenhuma confirmação de transmissão – mas o Sportv já transmitiu esse evento no passado. No entanto eu tenho certeza que pelo menos dois canais do Youtube costumam subir vídeos da competição, então pode relaxar que a gente vai poder ver a seleção.

  1. Otávio diz:

    Boa sorte para elas pois as americanas estão vindo com tudo para o Pan. E eu n entendi o pq da Andressa ta competindo no conjunto agora.

  2. Otávio diz:

    Entendi. Elas então que caprichem nas séries pois as americanas já mostraram suas séries novas e tão com tudo para tirar o Ouro do Brasil no Pan.

  3. Fernando diz:

    Tenso!!Espero que se superem e mantenham a cabeça no lugar!Uma coisa que não entendo na seleção esse sai e entra de meninas. Nunca conseguem formar uma base sólida.

    • princeinred diz:

      Humm, eu diria que podem haver quinhentas respostas diferentes pra isso, mas acredito que a mais clara seja: a Camila ainda não achou a melhor seleção de meninas. Em todas as competições que o Brasil participou a gente já viu o grupo mais variado de meninas, mas nunca a gente conseguiu competir as duas séries perfeitamente, ou o mais próximo do perfeito, pra sair com a melhor impressão de uma competição. Sendo que esse ano ainda existe essa possibilidade de tentar encontrar a base técnica mais próxima do melhor que a gente tem pra seleção, a Camila deve ter pensado em colocar as meninas com o melhor corporal junto com experiência, um pouco mais de um ou do outro, pra ver se a junção delas consegue colocar o Brasil alguns postos acima. Eu confesso que até agora eu sempre vejo a seleção batendo na trave nas competições, ainda que a gente tenha uma medalha em Copas do Mundo. Acho que essa troca, outra vez, é pra ver se as meninas se encaixam e a seleção vai pra frente, mas só saindo pra competir é que a gente vai ter essa certeza. O treinamento delas é forte, perto de quarenta horas na semana, então eu não vejo como a Camila trocaria essas meninas se não houvesse motivo. No final das contas as notas são apenas avaliadas na quadra, e até agora a seleção ainda não chegou ao seu completo potencial – desculpa pela missa, hahah. Espero que tenha entendido a minha opinião.

  4. Henzo diz:

    Zwischenstand nach den ersten 12 Starterinnen:
    1. Mamun 75,350
    2. Staniouta 72,950
    3. Rivkin 71,350
    4. Veinberg-Filanovski 71,150
    5. Pazhava 70,900
    6. Berezko-Marggrander 69,650
    7. Halkina 69,300
    8. Bezzoubenko 68,100
    9. Rodriguez 67,90
    10. Sebkova 64,900
    11. Khattab 52,800
    12. Fifis 51,850
    Classificação geral após as primeiras 12 participantes:

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