GINÁSTICA RÍTMICA – DIA 3 – ANGÉLICA GANHA UM BRONZE, CONJUNTO ARRASA NA PRIMEIRA FINAL – PAN 2015

No terceiro dia da GR a gente teve a finais de arco e bola, mais a final do conjunto de 5 fitas. Eu estou tendo um dia bem mais calmo e estou bem melhor para escrever os posts hoje, depois da lavação da alma que foi o dia de ontem.

Mas não é só porque o dia de ontem foi uma descarga na consciência para as ginastas do conjunto, ao mesmo tempo que um pouco decepcionante para as meninas do individual, que no dia de hoje as meninas não saíram a dar tudo na quadra.

Na final de arco a Angélica conseguiu um bronze, com a Natália chegando aí em quarto lugar. Uma pena que a Nat teve uma pequena falha na série, quem sabe ela poderia ter chegado mais perto do pódio. Ainda assim uma boa final para as brasileiras.

Quem ganhou foi a Laura Zeng, seguida pela Jazzy Kerber, as duas com séries bastante limpas, o que pelo menos mostra que elas não se abalaram muito pelos erros dos outros dias.

arco

Os vídeos das brasileiros seguem aí embaixo:

Na final de bola a Angélica era a única brasileira, e ela competia por último. Seguindo sua nota de classificação ela teria toda a chance do mundo de chegar e pegar mais um bronze, principalmente depois de uma apresentação desapontante da ginasta da casa. Uma pena ela ter tido um erro num dos elementos mais complicados da série, mas ainda assim ela conseguiu fazer uma apresentação bonita.

As vencedoras outra vez foram as americanas, que competiram sem erros aparentes – ainda que a Jazzy tenha tido um manejo um pouco complicado na bola. A medalha de bronze ficou com a mexicana, bem merecida.

bola

O vídeo da Angélica segue abaixo!

Amanhã as duas brasileiras competem nas finais de maças e fita, então mandamos a nossa torcida pra elas!

=D


Quase uma hora depois do final da competição individual, entraram na quadra os cinco conjuntos para a final das fitas. O Brasil tinha a melhor nota da classificatória e iria para a final confiante, mas era necessário fazer tudo direito, afinal as americanas cometeram erros na classificatória e os juízes não estavam sendo generosos com o Brasil.

Não que isso tenha feito diferença.

Todos os outros conjuntos tiveram falhas em suas apresentações, mas as brasileiras foram lá e fizeram seu trabalho, melhoraram a nota da classificatória e garantiram uma medalha de ouro com quase dois pontos de diferença para o segundo lugar.

Muito mais que merecida!

Os resultados ficaram assim.

conj

Eu estou mais do que muito orgulhoso delas, porque eu sempre vinha dizendo que as maiores adversárias das brasileiras seriam elas mesmas, em uma competição normal, com todos os conjuntos dando o seu melhor, as meninas teriam chances reais de ganhar tudo, era só fazer o seu trabalho.

No final das contas elas não precisaram nem olhar para os outros conjuntos, foram para o tablado e fizeram o trabalho delas.

=D

Aqui vai o vídeo da apresentação linda das brasileiras!

Amanhã tem mais a final do conjunto misto, para fechar a Ginástica Rítmica nos Jogos Pan-americanos de 2015.

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18 thoughts on “GINÁSTICA RÍTMICA – DIA 3 – ANGÉLICA GANHA UM BRONZE, CONJUNTO ARRASA NA PRIMEIRA FINAL – PAN 2015

  1. micael oliveira diz:

    que felicidade mds … lindas arrasaram … espero que continuem assim e vamos ver no pre olímpico se vão conseguir uma vaga nas olimpíadas … meu medo é competir contra as búlgaras as italianas e as russas… mas acredito que se o brasil continuar assim com certeza vão ser ouro no rio 2016 .

    • princeinred diz:

      Ah, acho que pro ouro a história é bem outra. O Brasil tem chances mínimas de medalhas no Rio, acho que ao nosso alcance está chegar a uma final e quem sabe fazer bonito. Mas o futuro a gente nunca sabe, hehe.
      Obrigado por comentar.

  2. tiger diz:

    Felicidades a mil.Só não gostei da nota das cubanas.Muito baixa,nem a delegação msm acreditou.Tava torcendo p elas ganharem a prata.Ao mais as notas foram muito baixa so o Brasil apenas q sobresaiu.Brilharam**

  3. Lilian diz:

    A apresentação do Brasil foi mto bonita, n sei ver os erros, mas tipo, essa nota 15.000 será que ficaria assim no mundial, ou sera q pode subir mais? Pq os adversários do Brasil sempre fazem 16

    • princeinred diz:

      Eu vou ser bem sincero com você e dizer o que eu acho que pode ser e o que eu acho possível. O que é possível é essa série chegar e passar dos 16 se as meninas fizerem tudo que tem direito e fizerem o menos de falhas possíveis. Acho que um 16 é possível. Agora, a gente sempre vem melhorando as séries e nos mundiais eles sempre preferem premiar as americanas ao invés de nós, então eu não sei. Aqui no Pan durante os dois primeiros dias do conjunto eu senti essa mesma segurada nas notas que eu vi no mundial, sempre querendo colocar os EUA na nossa frente, agora na final de hoje eu não vi isso. Muito pelo contrário, se não fosse aquela corrida da Dayane a gente poderia ter chegado a um 15.7, quase dezesseis, nota muito diferente do primeiro dia, quase um ponto a mais. Eu quero ver como vai ser a final de amanhã, e então eu vou fazer uma análise das nossas possibilidades de nota pro Mundial, só aguardar durante essa semana.
      E desculpa pela resposta enorme, hehe.

      • Lilian diz:

        Muito obrigado pela resposta.Eu percebi que ela correu, mas não sabia que poderia ter um desconto tão grande, =D.

      • princeinred diz:

        Sim, eu fui até reler um pouco do código e vi que na verdade o desconto total por aquele erro, tanto em execução quanto na perda da dificuldade ficou em 0.9, ou seja, ainda mais perto de um ponto.

  4. Fernando diz:

    Gostei muito do que vi do conjunto esses dias.
    As meninas melhoraram muito desde as suas últimas apresentações antes do pan. Estão mais concentradas, super magras e conseguiram se sair bem mesmo sem a Débora. Deve ser bem complicado ter que substituir uma titular antes da competição. A Emanuelle está muito bem, me admirei com suas apresentações. A Ana tbm está arrasando. Foram as duas que mais me surpreenderam.

    • princeinred diz:

      Durante os próximos dias/semanas eu vou ver se faço alguns posts falando da evolução do conjunto – e eu acabei de ir assistir o Brasil lá em Berlin e a diferença é gritante. Tanto nas dificuldades corporais como no manejo e na organização da série, e isso faz menos de dois meses, pra você ver como tem margem de melhora. E uma coisa que eu notei também foi como as meninas emagreceram sim, acho até que a Bia foi uma das que mais perdeu, inclusive pernas, mas de qualquer forma elas parecem muito felizes, seguras e confortáveis na quadra – outra maravilha advinda do trabalho duro com a psicóloga, que inclusive acompanhou elas no Pan. Acho que ainda tem muito trabalho pela frente, mas só de ter ouvido tudo tantos elogios para as brasileiras foi bem bom.

  5. Vinicius diz:

    Estou de volta ao blog e continuo empenhado em aprender um pouco de GR. Primeiro gostaria de agradecer a excelente resposta e a atenção dada na quela oportunidade na minha primeira participação neste blog.

    Se possível gostaria de saber qual é o valor de dificuldade das duas series do conjunto do Brasil caso elas não tivessem cometido erros. Percebi que na serie de 6 massas e 2 arcos que elas executaram em Vitória este ano elas executaram um giro com as pernas em 180° e no pan elas não fizeram, este giro aumentaria o valor de dificuldade delas? caso aumente aumentaria em quanto?

    O site da FIG apresenta originalidades do conjunto da Bulgária, Itália e Russia então isto significa que o Brasil não fez nenhuma originalidade em sua apresentação? o Brasil pode executar originalidade de outro país? Toda originalidade sempre vale 0.4? A originalidade é uma pontuação extra?

    Para um país poder disputar medalhas em mundial e olimpíadas o valor de dificuldade das series deve estar entre 9 e 10 pontos, já que a nota de execução dificilmente passa de 8.5 pontos e a nota total de cada apresentação do conjunto nunca chegam a 18 pontos.

    Desculpe caso as perguntas sejam obvias, estou começando agora.

    • princeinred diz:

      Obrigado por voltar, então! Eu vou tentar responder ao melhor do que puder, certo? E não se estresse em perguntar, pois eu adoro responder a todo mundo, especialmente se eu puder escrever um sermão inteiro de explicações, haha, ainda que eu não saiba tudo, obviamente.

      Vamos começar com a primeira pergunta? Bom, eu não saberia te dizer qual a dificuldade total que as meninas tem na ficha, mas eu apostaria que é algo em torno de 9 e um pouco nas duas séries. Agora, o quanto os árbitros consideram, aí a gente nunca sabe. Eles sempre são mais lenientes com os conjuntos mais fortes, ainda que os mais fortes geralmente executem séries mais fortes também. Eu acredito porém, que você precisa talvez montar uma rotina que parta da dificuldade máxima, 10, para conseguir uma nota mais alta, o que parece óbvio falando, mas talvez algumas pessoas pensem que se montar uma série mais fácil, tipo de 8.5 e executar tudo muito bem vai ganhar boa nota, e isso nem sempre funciona.

      Agora, o Brasil executava a dificuldade de giro com as pernas a 180°, e elas estavam tentando fazer duas voltas, que daria o valor total de 0.6 – que é o primeiro giro valendo 0.4, já que está na planta do pé, e o giro adicional valendo 0.2 – mas como as meninas não conseguiriam completar a dificuldade, ou sequer fazer um giro perfeitamente, a Camila deve ter decidido trocar pela reversão lateral mais a onda de subida, que no total vale 0.4, o mesmo valor de uma volta em 180° – a dificuldade de onda vale 0.3, acrescentando a reversão, fica 0.4.

      De uma forma é uma simplificação, mas pelo menos garante que a dificuldade seja contada em absoluto.

      Sobre as originalidades, isso significa que o Brasil não tem nenhuma originalidade registrada. Qualquer coisa que o Brasil fizer de diferente com o aparelho vai ser contado como maestria, valendo 0.3 ao invés de 0.4. Se um país executar a originalidade do outro, ela também conta com o valor da maestria, mas eu acredito que não fica muito bem na fita executar uma coisa criada por outro país, por isso eu ainda não vi ninguém o fazer – até a China e a Bulgaria tinham um elemento parecido, mas as chinesas o tiraram da série.

      E digamos assim que a originalidade é uma pontuação extra. Vou te dar o exemplo da originalidade que a Angélica vai submeter a FIG no mundial – o lançamento durante o salto butterfly. Se ela for aceita, aquela dificuldade toda vai valer 0.9, quase um ponto. 0.5 da dificuldade do salto e mais 0.4 do lançamento original.

      Para um país poder disputar medalhas eu digo que precisa tirar acima de 17.5. A gente vê essas pontuações mais altas agora, mas na Olimpíada as juízes dão uma segurada na nota, então um 17.5 já daria uma margem de chance, claro, quanto mais alto melhor. Eu digo que uma nota de 9 em execução não é impossível, mas é mais fácil para os países mais grandes na GR. Por exemplo, avaliando a série de arcos e maças do Brasil ontem, eu diria que a gente provavelmente fez uma das melhores séries dos últimos anos – e eu me arrisco a dizer que a melhor série que um conjunto brasileiro fez em toda a sua história, ainda que a nota não reflita isso.

      Se fosse em uma competição internacional, eu diria que elas teria tirado um 16 médio com aquela série, mas como as juízas estavam segurando as notas do Brasil durante o AA de conjuntos, a nota ficou mais baixa. Já na final de hoje, com as fitas, a nota foi bem maior do que eu esperava. Ainda que não houveram quedas, o Brasil teve uma falha grande em uma das trocas, uma falha que equivale a um 0.7 de desconto, o que deixaria a nossa série com 15.7 se não fosse o erro, o que é quase um ponto a mais do que no outro dia, sendo que hoje, apesar de não ter quedas, as meninas não estava tão finas na execução da série.

      Mas isso é quase mais política do esporte do que qualquer outra coisa. Eu acho aí com bastante sinceridade que as nossas séries não deveriam perder das rotinas que a China tem nesse ano – e olha que elas tiraram notas de 17 no Campeonato Asiático. Outros países que eu não vejo com uma grande superioridade ao Brasil são o Azerbaijão, Grécia, França, vários deles que chegam a finais de mundiais ou de europeus. Acho só que a gente perde muito no quesito tradição, perde muito no âmbito da ginástica internacional. E na força do dinheiro, haha.

      Foi bastante óbvio na sexta-feira que a nota do Brasil foi segurada e as americanas ganharam um presente com a nota delas, ficando a apenas 0.2 do Brasil. Eu não vou entrar em detalhes, mas a execução das duas rotinas ficou muito parecida na nota, quando a realidade foi BEM diferente. A nossa sorte pro segundo dia foi que nós éramos os últimos a sair no arco e maças, o que fez com que não houvesse motivos pra segurar a nota antes de outros conjunto saírem, afinal quando terminou a nossa apresentação ficou óbvio que não tinha pra ninguém. Ainda assim, a nota não saiu tão alta quanto deveria. A dificuldade talvez tenha saído mais certa, mas a execução deveria ter passado de oito, sem sombra de dúvidas. A gente ficou apenas a 0.3 dos EUA e elas tiveram uma série com várias pequenas falhas e um final desastroso com duas caídas – acho que só no final elas perderam por volta de um ponto de execução, o que significa que ainda com os outros erros da série, mas sem o erro do final, elas teria tido uma execução de mais de 8 pontos, e em nenhum mundo aquilo é pra acontecer.

      E eu tenho certeza que alguém reclamou com a banca, porque na final de conjuntos de hoje as notas foram bastante diferentes. As falhas dos conjuntos foram melhor avaliadas, o Brasil mesmo tendo aquele erro na execução e as várias pequenas falhas que eu vi ainda teve uma nota maior que no outro dia, e bastante maior do que qualquer outro conjunto, o que deveria ser. Também ficou bem claro a superioridade do time do Brasil nessas notas de hoje, o que a banca queria tentar negar ou esconder na competição do Geral de Conjuntos. No entanto, eu ainda queria ressaltar uma coisa interessante. A nossa nota de dificuldade de hoje nas fitas foi a mesma da sexta-feira, mas hoje nós executamos uma dificuldade de colaboração a mais do que na sexta-feira e eu não vi elas perderem nada muito importante na série, então eu fico me perguntando aonde foram essas falhas que ainda igualaram a nossa nota de dificuldade?

      A gente teria material pra ficar debatendo por um ano aqui, analisando os segundos da série pra saber onde está cada elemento e o que foi contado ou não. Acho que por hoje é só, já tem um material de leitura bem extenso pra você.

      E claro, sempre que quiser pedir, venha e peça. Já deu pra perceber que eu adoro escrever.

      =D

      Abraços.

  6. Flavio diz:

    A Record News poderia ter chamado alguém para fazer os comentários, pq esse homem só fala bobagem, chama os aparelhos de elementos, que saudades do sportv e da Renata Teixeira, as arbitras realmente estão muito tendenciosas,a sorte é que o Brasil já tem a vaga garantida para os jogos olímpicos ,agora é esperar para ver o samba da Kudryatseva no mundial!

    • princeinred diz:

      Ah, obrigadão pelos comentários!

      Eu acho que já foi bom eles terem pelo menos mostrado a GR, nas finais, já que nas classificatórias foi só no meio de outras competições que mal brasileiros tinham. Mas claro, comentário de gente que sabe é sempre melhor.
      Sobre a arbitragem eu já me calei porque falei o que tinha que falar. Tendenciosas é dar ajuda pra ginasta da casa, o que aconteceu em Toronto foi um Natal pros EUA. Mas enfim, agora é bola pra frente e ver o que vai dar nas próximas competições.

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