GINÁSTICA RÍTMICA – CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA AS OLIMPÍADAS DO RIO 2016

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Saiu ontem a convocação final da seleção brasileira de Ginástica Rítmica para as Olimpíadas de 2016, e o time que vai ir é o mesmo que competiu nas duas últimas Copas do Mundo. Vamos acompanhar o que a Confederação Brasileira de Ginástica disse na publicação que eles fizeram:

A Seleção de Conjunto de Ginástica Rítmica foi convocada para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O anúncio das cinco atletas foi feito pela técnica Camila Ferezin nesta quinta-feira (14), após uma série de avaliações e compromissos internacionais. A equipe esteve na Alemanha e na Rússia e voltou ao Brasil na terça-feira (12).

O grupo verde e amarelo contará com Emanuelle Lima, Francielly Machado, Gabrielle Moraes, Jéssica Maier e Morgana Gmach. Já as ginastas Beatriz Pomini e Dayane Amaral serão as reservas. Para Camila, essa geração de atletas, todas estreantes em Olimpíadas, estão trabalhando forte para surpreender.

“Essas são as cinco melhores ginastas no momento, as mais bem preparadas fisicamente e tecnicamente. Confesso que foi uma decisão muito difícil, pois queria poder levar todas as nossas atletas. Cada uma delas tem sua história, suas conquistas e vitórias, porém são apenas cinco. Então, coloquei tudo na balança e confio nesse grupo. Realmente, essas são as melhores ginastas para representar bem o nosso País. O nosso objetivo é fazer o nosso melhor e mostrar todo o trabalho que fizemos até aqui. Queremos executar as séries sem falhas e sair feliz da quadra. O resto é consequência”, destacou Camila.

Essas meninas ainda tem uma competição final antes das Olimpíadas, a Copa do Mundo de Baku, no Azerbaijão, e então elas voltam para casa para as últimas competições. O time que vai competir no rio já está junto praticamente desde o início do ano, já fizeram várias competições juntas, então elas já se conhecem o bastante.

Agora, eu tenho que dizer que sinto bastante a falta da Bia, afinal de contas ela é a única atleta que consegue fazer um dos nossos momentos coregráficos marcantes na série – só que já digo de antemão que a ausência dos malabares não diminui nossa nota em nada. E também tenho que dizer que tanto a Morgana quanto a Jéssica, que fazem elementos que eram da Bia, tem executado eles com sucesso, então não tem porque se preocupar quanto a esses.

Já em relação a participação da Gabrielle, bem, eu acho que cada um de nós tem seus sentimentos quanto a isso, mas não acredito que nós possamos saber melhor do que se passa dentro do centro de treinamentos quando não estamos por lá. A gente sabe como foi a vida da Bia neste ano, por exemplo, e o quanto ela teve que lutar para entrar de volta no calendário de competições, sem falar de todas as outras meninas que passaram pela seleção ao longo dos últimos quatro anos, desde que elas começaram a competir em Minsk 2013.

O conjunto mudou um monte, e eu sei que tem mais gente ainda debatendo sobre esse assunto, mas eu vejo que a técnica tem sempre escolhido as meninas que podem representar melhor o nosso país. Talvez as minhas opiniões fossem mudar se eu estivesse vendo essas meninas todos os dias, e no final das contas é preciso mandar as cinco meninas que vão dar o seu todo e um pouco mais para competir.

A nossa situação para entrar numa final não vai ser fácil, e ela tem ficado um pouco comprometida tanto pelos erros que as meninas cometem, mas também pela falta de credibilidade com os juízes. No entanto, pelas notas que a gente conseguiu na última prova da Copa do Mundo, acho que a gente tem uma chance, mas não se pode cometer erro algum. Elas demonstraram nas últimas duas Copas do Mundo que elas conseguem executar as séries sem erros maiores, o que foi sim um passo a frente para a nossa seleção, mas é preciso mais.

Quem sabe essas cinco meninas são aquelas que a Camila acredita que possam conquistar esses últimos décimos que faltam pra gente se garantir por lá. De qualquer forma, essa é a melhor e mais competitiva seleção brasileira de todos os tempos, não há dúvidas quanto a isso. O que nos falta agora é chegar ao nível que estávamos antes – que era muito mais fácil de se chegar dez anos atrás.

Eu estou mandando as melhores energias para essas cinco meninas. E espero que a torcida faça o mesmo.

=D

 

GINÁSTICA RÍTMICA – MUDANÇAS PARA O NOVO CÓDIGO DE PONTUAÇÃO 2017-2020

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Com o fim do ciclo neste ano mais um ciclo se inicia e como sabemos a cada 4 anos o Código de Pontuação sofre uma reformulação, algumas mais drásticas de um ciclo para o outro e outras nem tanto, mas uma coisa é certa: sempre tem uma surpresa. E como toda surpresa, sempre tem alguns que acabam gostando e outros nem tanto. Em janeiro de 2016 a Federação de Ginástica de Portugal liberou o rascunho do que viria a ser o Código de Pontuação 2017-2020 e em maio lançaram uma versão definitiva.

A principal mudança foi a extinção das fichas de dificuldade, presentes desde o ciclo 2001-2004. Na ficha vinha a sequência dos elementos que as ginastas executariam, sem elas o julgamento feito pelos árbitros vai ser no olho mesmo.

Outra mudança que início do ciclo atual gerou muitas opiniões contra e a favor e não era certeza permanecer até o final do ciclo era a música com palavras cantadas que no ciclo 2017-2020 será permitida em dois exercícios individuais, no conjunto a regra não muda. Chegou a ser discutido a retirada do limite de 10.0 pontos na Dificuldade e tornar o exercício sem limite de Dificuldade, mas o Comitê Técnico de GR da FIG resolveu deixar como está: 10.0 pontos de Dificuldade no máximo.

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Algumas dificuldades tiveram o valor alterado como por ex. Pivô Fouetté em passé e com a perna na horizontal agora tem o mesmo valor 0,1, antes em passé valia 0,1 e na horizontal 0,2. A rotação Hayakawa adicionada no código no final de 2015 criada pela ginasta Sakura Hayakawa foi incorporada ao código novo, agora com a possibilidade de executá-lo em relevé. No quadro abaixo fiz um resumo com as principais mudanças. Até o final do novo ciclo o código pode sofrer alterações como acontece quase sempre, após o Curso Intercontinental de Arbitragem.

CoP2013-2016 CoP2017-2020
Avaliação da Dificuldade a partir daFicha de Dificuldade Sem Ficha de Dificuldade
Música com voz e palavras:

Individual:Uma

Conjunto:Uma

Música com voz e palavras:

Individual:Duas

Conjunto:Uma

Os aparelhos reserva são colocados ao redor de3cantos do tablado. Os aparelhos reserva são colocados ao redor de2cantos do tablado.
As Bancas de Arbitragemavaliavam todos os elementos do exercício As Bancas de Arbitragem serão subdivididas em:D1/D2(Avaliam Dificuldades Corporais, Passos de Dança, Elementos Téc. deAparelho Fundamentaise Trocas nos Conjuntos),D3/D4(Risco, Dificuldade de Aparelho e Colaborações nos Conjuntos) eE1/E2(Avaliam Faltas Artísticas),E3/E4/E4/E5/E6(Avaliam Faltas Técnicas)
Dificuldades Mistas (conectadas).Ex: Rotação + Equilíbrio, Equilíbrio + Equilíbrio(valor 0.10 pela conexão) Não há bônus pela conexão
Maestrias(valor0.30),nãoobrigatório Dificuldade de Aparelho(valor0.30sem lançamento ou durante lançamento,0.40durante recuperações).Obrigatório no mínimo1(0.30 de penalidade).
Originalidades de Aparelho (valor0.40) Originalidades de Aparelho (valor0.50)
Elementospré-acrobáticos: Reversões, Rolamentos e Ondas Corporais antes ou após Dificuldades Corporais(valor 0.10) Elementospré-acrobáticos: Reversões, Rolamentos e Ondas Corporais antes ou após Dificuldades Corporais(não possui valor)
Risco: mudança do eixo ou do nível da ginasta durante o riscosem limites Risco: mudança do eixo ou do nível da ginasta durante o riscosomente uma única vez a cada risco
Conjunto:

Dificuldades Corporais (mín. 5) + Dificuldades de Troca (mín. 5) = 10 no máx.

Colaborações (mín. 6)

Conjunto:

Dificuldades Corporais(mín. 4 e no máx. 5 com valor superior a 0.10)+

Dificuldades de Troca(mín. 4)+ Passos de Dança (mín. 1) +

Colaborações(mín. 4)= 9 no máx. para1dos elementos de Dificuldade à escolha do técnico

*nota: esta versão traduzida não está disponível online. A compra apenas pode ser efetuada na versão impressa.