GINÁSTICA RÍTMICA – SEGUNDO DIA DA COPA DO MUNDO DE SOFIA – 2017

Chegamos ao final da primeira grande competição com brasileiras neste ano, e eu vou fazer uma análise sobre como foi esse segundo dia no geral.

Pra começar, os resultados completos estão aqui abaixo:

Como deu pra ver, a Neviana Vladinova da Bulgária terminou em primeiro, após fazer uma competição fabulosa. Eu indicaria a todo mundo procurar os vídeos aí em baixo para assistir, porque ela competiu divinamente. Em segundo lugar ficou a outra búlgara, Katrin Taseva, e em terceiro a israelense Linoy Ashram.

No conjunto o resultado ficou assim: Bulgária em primeiro, Ucrânia em segundo e Finlândia em terceiro.

A única brasileira no segundo dia, Vitória Guerra, terminou a competição na 37ª colocação, mas essa colocação até nem importa tanto, porque nós pudemos ver uma grande melhora nas notas dela, que me pareceram mais acordes hoje.

As séries de maças e fita estão aí!

Finalizada a competição, acho que nós temos que parabenizar a estreia da Vitória, como eu disse ontem, sua primeira prova internacional na categoria adulta, e ela competiu muito bem. No primeiro aparelho ontem ainda teve falhas grandes, mas hoje deu conta do recado.

Mesmo super nervosa, você pode ver no vídeo da fita logo no começo, ela tentou garantir todas as dificuldades da série, e tem mais, sem perder a interpretação. Sabe, é muito gostoso ver uma ginasta que tem vontade de entrar no tablado pra competir, que está ali dando de tudo, você percebe como ela mesmo valoriza uma oportunidade dessas. Acho que ela tem tudo pra ganhar um bom abraço da técnica e uma caixa de bombons, pra comer um a cada semana.

As quatro séries me parecem muito bem acertadas, e a Vitória está segura nelas. Com mais tempo e experiência essas notas podem subir, e se ela continuar competindo assim com essa confiança, certamente vão melhorar.

Acho que ainda precisa ter algum cuidado com as dificuldades elegidas para as séries, e agora ter aquela conversa sobre o que a banca creditou na avaliação e o que deve melhorar, o que é uma parte importante da avaliação pós-competição.

Mas eu digo que gostaria muito de ver essas séries em competição de novo.

O que vocês acharam?

Para mais resultados, clique aqui!

Canais com mais vídeos:

Anita Sericano

Ester RG

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GINÁSTICA RÍTMICA – CONJUNTO DO BRASIL NO COMEÇO DO CICLO 2017-2020

Nesta semana, finalmente, a nova seleção de conjunto começou a treinar em Aracaju. A seletiva já havia acontecido tarde, comparado ao calendário dos últimos anos, mas com o final do ciclo olímpico, e o fim dos contratos de patrocínio, a seleção teve que esperar que os novos contratos fossem assinados para enfim poder treinar o novo conjunto.

A base técnica da seleção continua a mesma, com a Camila como técnica e a Bruna como auxiliar, e professora de balé. Neste ano foram convocadas dez meninas, com duas retornando da seleção antiga. Francielly e Jéssica foram convidadas para continuarem na seleção, auxiliando a adaptação das novas meninas.

Elas são Alanis Avila (Agin/Norsul-SC), Ana Júlia Santos (Unopar-PR), Danielle Brandão (Cassab-DF), Emilly de Souza (Adalberto do Valle-AM), Julliana Gonçalves (CG Pará- PA), Luísa Matos (AABB Tijuca-RJ), Thainá dos Santos (Serc Santa Maria-SP) e Thaís Santos (Unopar-PR).

A maior parte delas é bem jovem ainda, e como disse a Camila, o grande objetivo desse conjunto é as Olimpíadas de Tóquio, mas neste ano já será possível ver elas competindo – a princípio são duas competições, o Mundial em Pesaro no final de agosto, e o Pan-Americano na Flórida, em outubro.

As expectativas são a melhora das colocações, mas a Camila é modesta, pois o que se pode fazer esse ano é apresentar um conjunto preparado para competições internacionais, mas sem grande pressão, afinal de contas as meninas são bem inexperientes.

As duas séries já foram anunciadas também. Nos cinco arcos teremos uma música do ABBA, numa versão rock de uma banda espanhola.

Já na série de bolas e cordas a música vai ser uma obra de Havasi chamada Prelude/Age of Heroes.

Eu achei essas escolhas muito diferentes do que é o comum pro Brasil – e que me parece bem acertado como decisão. Acredito que a própria Camila está cansada de samba e mais samba, sem falar que mostrar um novo conjunto, com caras novas, num código novo, me parece essencial ter músicas diferentes.

Acredito que a versão de “Gimme, gimme, gimme” não é a mais bonita, mas vamos ver como vem essa rotina. E a música do misto eu amei, acho que pode acabar sendo uma série muito bonita.

O que eu gostei muito dessas músicas é que são bem diferentes de tudo que a gente viu até agora nos outros conjuntos. Não sei de nenhum com duas escolhas assim fortes, e talvez isso possa ser uma ajuda pra nós. Especialmente esse ano com o mundial na Itália, é preciso levar coisas fortes, mas me parece acertado não ter canções italianas, já que um monte de ginastas e conjuntos está fazendo isso. Correr pela tangente é uma boa ideia.

No mais, aqui embaixo vão uns vídeos com as primeiras imagens dos treinos. Boa sorte a elas!

Vídeo no site da Globo.

Fonte: CBG.

GINÁSTICA RÍTMICA – COPA DO MUNDO DE SOFIA 2017 – PRIMEIRO DIA

Se encerrou o primeiro dia de competição em Sofia, e a gente já conseguiu ver mais ou menos como as coisas ficaram para a competição individual, com as nossas duas brasileiras, e os conjuntos. Pelo que parece bem óbvio, a Bulgária vai sair com duas medalhas de ouro dessa competição, já que a Rússia não mandou seu time principal. E nós também vimos como as brasileiras se comportaram na competição.

Vídeos de todas as competidoras podem ser vistos nesses canais:

Anita Sericano

Ester RG

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E para os vídeos das brasileiras:

Como dá pra ver, a Natália competiu apenas na bola, e as informações que eu tenho são de que ela passou mal antes da segunda rotação, ou sofreu uma pequena lesão, nada foi dito além disso, então temos que esperar para ver o que aconteceu de verdade.

A série dela foi bem executada, apesar de uma pequena falha com o aparelho durante uma dificuldade do aparelho. A nota foi 13.550, que eu sinceramente achei bastante baixa – para o que ela apresentou, acreditei que estaria perto dos 15. A nota de dificuldade foi a que acabou sofrendo um pouco, e pelo que deu pra ver o critério da arbitragem pras séries de bola foi um pouco mais crítico do que no arco.

Eu gostei bastante dessa série, me parece moderna, com boa música, coreografia boa também, ótima escolha de dificuldades, porque dá pra ver que a Natália as executa muito bem. Por enquanto o que a gente pode fazer é esperar que a árbitra brasileira, que foi a Monika, converse com a banca para saber onde estão os problemas nessa série.

E na estreia da Vitória ela teve aí alguns problemas no arco – problemas sérios de queda do aparelho – e terminou com a nota 11.800. Eu não considero essa nota fora do padrão por causa das falhas, que foram grandes e jogaram a nota de execução lá pra baixo. Mas ela estava nervosa, visivelmente, e era a primeira no seu grupo, na primeira competição internacional desse porte, acho super aceitável isso.

O que ela não perdeu foi a força de competir e o sorriso, que é o que a gente espera sempre. E na bola a história já foi diferente, porque ela competiu muito mais segura, sem falhas grandes. A série também é muito e acho que se encaixa bem com a ginástica da Vitória. A nota foi 11.500. Sim, um tanto baixa, mas como eu falei, acho que o critério das séries de bola foi diferente, e mais severo com as punições, porque a nota de dificuldade da Vitória foi bem sofrível na bola, mesmo sendo uma série bem melhor executada que o arco.

Nas minhas contagens ela teria ficado com algo mais próximo de 14, mas tem que ver como os juízes avaliaram, claro. E daí fazer as mudanças necessárias para a série funcionar melhor.

Amanhã tem mais dois aparelhos com a Vitória, e esperemos que ela compita bem. E pra Natália, melhoras!

RESULTADOS DE HOJE

GINÁSTICA RÍTMICA – COPA DO MUNDO DE SOFIA – 2017

 

Amanhã vai começar a primeira competição com meninas do Brasil, então nós poderemos ver como elas vão estar em relação ao resto do mundo. Eu vou postar aqui alguns links para quem quiser acompanhar a competição, e vou tentar achar uma maneira de pelo menos gravar os vídeos das brasileiras.

Primeiro vem os links, depois os vídeos do treino das meninas hoje de manhã.

As listas de saída estão AQUI. E ali tem os horários para todas as competições e a orem que cada ginasta vai sair. A competição começa amanhã com arco e bola, e segue no sábado com maças e fita.

As ginastas brasileiras que participam da competição são a Natália Gaudio e a Vitória Guerra. Ambas estão no grupo B, que compete a partir das 13:40h, hora da Bulgária – 7:40h de Brasília.

No sábado elas compete a partir das 14:40h, hora da Bulgária.

A transmissão da competição vai acontecer no canal do Marc, porém ela será bloqueada para fora da Bulgária. Quem conseguir assistir com Hola, ou alguma outra extensão, os links estão aqui:

Sexta: https://www.youtube.com/watch?v=9LHGCkkOqsY

Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=NfHBm-d2ZWc

Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=vPhDw-vmTag

Para quem tem uma conexão de internet boa, uma opção é tentar a TV da Bulgária, neste link: http://tvmaniabg.com/bnt-hd/ ou http://www.bg-gledai.tv/bnt-hd-online

E os vídeos do treino das brasileiras estão aqui embaixo!

GINÁSTICA RÍTMICA – O QUE VEM POR AÍ EM 2017?

Eu já começo esse post falando que eu não faço ideia de como eu vou continuar postando aqui, quando vou atualizar a página e o que vai vir aí pra frente. Estive debatendo bastante retornar a publicar, porque mesmo que eu sempre ache que vá desistir da ginástica, chega um novo ano e ela me toma de susto e lá vou eu de novo seguindo atrás. Vai ter postagem quando tiver, por isso nem falo mais nada sobre isso.

Agora, depois das melhor Olimpíadas da História, e quem discordar que feche a página, a GR passou por um completa reformulação, que a princípio nem parecia tão grande no caso do código de pontuação, e eu confesso que nem veria tantas coisas diferentes, mas o esporte mudou bastante do ano passado pra cá. Sem falar que as maiores estrelas da GR mundial se aposentaram ou estão indecisas a respeito de uma volta ao esporte.

O panorama de hoje mostra uma escola russa com muitas ginastas em primeiro lugar, mas definitivamente falta um nome grande e potente para carregar a escola nos ombros. Vemos a Bulgária crescendo a cada competição, com um time de ginastas no individual que querem rivalizar com as melhores, e com um conjunto que tem as melhores séries até agora. Vemos a Bielorrússia com Halkina tendo dificuldades para voltar à melhor forma, e ginastas novas que tem grande chances de crescer, mas ainda precisam de tempo para chegar lá.

As italianas estão colocando todas as esperanças num conjunto cheio de efeitos e momentos marcantes, mas sem deixar de alavancar a escola individual, encabeçada por duas meninas ainda jovens. Temos as americanas que cada vez mais aparecem no topo, inclusive a Laura Zeng quase chegando a sua primeira medalha importante em um AA.

Mas não é só de avanços que a GR se faz. A escola ucraniana, que nunca foi forte no conjunto, decidiu apostar nele este ano, já que as ginastas do individual simplesmente não estão conseguindo levar o time. Israel que não tem nem conjunto ainda depois de problemas com a técnica no ano passado, tenta levar as melhores ginastas do individual para competir. Salome Pazhava ainda fora das competições por causa das lesões deixa um vácuo de fantasia para todos os fãs. E claro, o Brasil que acabou de fechar patrocínio, finalmente voltou aos treinos, e só vamos ver elas competindo dentro de meses.

Apesar de tudo isso, este novo ano está trazendo nomes para a nossa mente, novos países para o topo, novas séries diferentes. Muita coisa tem acontecido nesse começo de ano, e eu estive acompanhando com um olhar atento, vendo todas as novas séries e tentando formar uma opinião a respeito do que vem por aí.

E para nós, brasileiros, vamos poder ver as primeiras meninas adultas competindo bem nesse final de semana, então é aguardar pra ver o que vai acontecer. Assim que eu tiver mais informações eu passo pra vocês, e no mais, até a próxima.

=D

GINÁSTICA RÍTMICA – O BRASIL NAS OLIMPÍADAS DO RIO 2016

Eu já começo esse post dizendo que eu estive afastado da GR por um tempo, e por isso que não tenho atualizado o blog da forma como costumava. Minha vida seguiu um rumo diferente do que eu previa e fiquei sem tempo, mas principalmente, sem inspiração para falar do Brasil, e da ginástica como um todo, por aqui.

Existem inúmeras formas de se seguir a ginástica hoje, especialmente pelas páginas no facebook e foruns da internet, e eu não tenho mais ânimo para estar aqui procurando links e vídeos e fotos para todo mundo – mas pra essa ocasião especial, eu tenho que voltar para minha página para falar com vocês.

Os jogos do Rio celebram para a ginástica brasileira um avivamento, algo nunca visto antes em precedente e importância pra toda a família da ginástica, independente de sua modalidade. Vimos como o público brasileiro lotou a Arena para assistir seus atletas competindo, mas não só isso, como queria ver a ginástica, assistir a esse show.

Não vou aqui falar da Ginástica Artística, que teve seus títulos e momentos históricos já discutidos, mas escrevo esse texto para parabenizar a família da GR que fez-se mostrar no Rio.

Alguns dizem que deveríamos ter ido melhor, que não foi uma participação boa – afinal de contas a nossa ginasta individual ficou na 23ª posição, e o nosso conjunto errou e ficou em nono. E eu vi uma chuva de comentários sobre a participação do Brasil, e como poderia ser melhor, e como não foram bem, e muitos outros comentário desnecessários daquela pessoas que só veem o esporte a cada quatro anos.

Mas calma lá, antes de falar sobre isso, tenho que dizer também que é graças a esses amantes de ginástica de quatro em quatro anos que nós ganhamos novos amigos, novos parceiros, novos atletas. E quem sabe os que comentam hoje, serão os conhecedores de amanhã. Então eu mando um agradecimento especial a eles também.

No entanto, até que eles se desenvolvam a esse ponto, a GR do Brasil continua competindo, e tentando alçar voos mais altos, vindo do fundo do poço onde habita.

Natália Gáudio foi um nome que eu nunca teria apostado para as Olimpíadas, mas ela sobreviveu ao tempo, lesões, ao título de segunda ginasta – que se converte em mito nessa Olimpíada nas mãos de Mamun – e chegou até o Rio, carregando a desconfiança de boa parte da torcida, inclusive a minha.

E então ela chegou lá e fez a competição da sua vida, e ganhou um 23º lugar, ainda distante do próxima posição no ranking, fazendo essa competição de sua vida. Alguns dizem que isso pode ser triste, alguns acham injusto. Eu acredito que isso é uma coroação para a carreira de uma ginasta, e só de ter uma mulher competindo entre tantas ginastas boas, colocando seu nome no mapa olímpico, isso é um feito por si só.

Mas sobreviver a uma competição dura, complicada e com uma torcida enorme pressionando, aí é que tudo muda. Eu tenho que mandar um grande abraço a ela, sua técnica, toda a família e todo mundo que colocou ela onde está, e especialmente a si mesma, pois pode existir um mundo de pessoas apoiando uma ginasta, mas assim que ela pisa no tablado, ela está sozinha.

A não ser que seja no conjunto.

E chegamos onde nós tínhamos ainda mais chances de avançar, e mais responsabilidades a cumprir nessas Olimpíadas. O conjunto brasileiro teve o seu melhor ciclo desde o início das competições de GR pro nosso país, e ainda que tenha o feito, sofreu uma chuva de críticas que começaram ainda em 2013 e ainda não terminaram.

Essas meninas não só conquistaram uma medalha importantíssima ao Brasil lá em 2013 ainda, um bronze em uma Copa do Mundo, como também tentaram subir o nível da ginástica brasileira a cada ano – mas foi difícil subir. Foi difícil avançar, muitas meninas ficaram pelo meio do caminho, muitas se perderam por não aguentar essa pressão.

Muito foi batalhado até se chegar no dia de hoje, a competição olímpica que o Brasil sonhou em chegar a final, apenas pra gente começar a nossa competição e perder as pernas no meio do caminho. Dois erros na primeira apresentação já colocaram as sirenes a soar, e me colocaram a fazer contas.

Acredite em mim, se a matemática necessária para se chegar a final já parecia impossível, você coloque uma rotina com erros nela. Eu estava aqui só esperando por um milagre. E no final das contas, elas não chegaram a final. Mesmo competindo como virtuosas na segunda apresentação, mesmo aguentando os berros calorosos de uma torcida que simplesmente não conseguia deixar de apoiar nosso time, elas ainda ficaram de fora.

E eu levanto minha voz pra dizer: elas iriam ficar de fora dessa final. Nas previsões para as Olimpíadas, oito times vinham com notas muito mais altas que o Brasil, e com nível que me pareciam impossível de alcançar, e isso foi confirmado. Agora, nós vínhamos de quedas em competições, cada vez deixando outros adversários passar por nós, ou tendo que suportar a falta de crédito dos juízes também, para conseguir avançar todo mundo em uma só competição.

E não só isso, conseguir mostrar tudo que foi feito nos treinos. Sinceramente, eu desejei ver falhas de outras equipes só para as meninas conseguirem chegar a final e mostrar aquela série de fitas sem falhas, mas ainda assim, eu vejo que o resultado foi justo, e nós temos que comemorar esse nono lugar.

Nós temos que comemorar essas notas, comemorar o público, mas mais do que isso, temos que comemorar as nossas ginastas, tanto do individual como do conjunto, que chegaram ao Rio e competiram sem desistir, e sem deixar nada as atrapalhar. Temos que comemorar as técnicas, que deram seu suor e suas lágrimas para essas meninas.

Desse dia de hoje, tem duas imagens que mexeram muito comigo.

A primeira foi na hora em que as meninas terminaram de competir com arco e maças e se abraçaram pra saíram juntas do tablado. Se elas não tivessem confiado em si mesmas, mesmo nas horas ruins, elas nunca teriam chegado ali. E aquilo foi por mérito próprio. Elas estava uma ao lado da outra, deixando claro que não existem melhores, porque elas estão juntas em cada degrau da subida.

E a outra imagem veio logo em seguida. A emoção da Camila com o final da apresentação traz lágrimas aos meus olhos só de lembrar. Tantas coisas se passaram na vida dela, e ela mereceu tanto ter essa seleção chegar a uma final olímpica, e eu tenho certeza que os sonhos dela eram maiores, mas ela estava ali chorando lágrimas de realização. A emoção ao ver seu trabalho dando frutos foi tão grande que ela teve que ser quase que acordada pela Bruna pra comemorar como brasileira – pulando e gritando, a mesma forma que fizeram no Pan.

Se não vimos brasileiras nas finais, vimos elas dando tudo para chegar lá, estando longe ou perto. A GR brasileira se despede do Rio com a promessa feita pelas próprias meninas, trazer uma nova geração de ginastas. O conjunto prometeu chegar mais alto ainda no próximo ciclo olímpico, e Natália disse que nas futuras gerações ela espera ver medalhistas mundiais aqui no Brasil.

E eu aplaudo elas todas, porque me fizeram chorar e sorrir, e voltar a sentir a ginástica.

=D

 

GINÁSTICA RÍTMICA – CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA AS OLIMPÍADAS DO RIO 2016

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Saiu ontem a convocação final da seleção brasileira de Ginástica Rítmica para as Olimpíadas de 2016, e o time que vai ir é o mesmo que competiu nas duas últimas Copas do Mundo. Vamos acompanhar o que a Confederação Brasileira de Ginástica disse na publicação que eles fizeram:

A Seleção de Conjunto de Ginástica Rítmica foi convocada para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O anúncio das cinco atletas foi feito pela técnica Camila Ferezin nesta quinta-feira (14), após uma série de avaliações e compromissos internacionais. A equipe esteve na Alemanha e na Rússia e voltou ao Brasil na terça-feira (12).

O grupo verde e amarelo contará com Emanuelle Lima, Francielly Machado, Gabrielle Moraes, Jéssica Maier e Morgana Gmach. Já as ginastas Beatriz Pomini e Dayane Amaral serão as reservas. Para Camila, essa geração de atletas, todas estreantes em Olimpíadas, estão trabalhando forte para surpreender.

“Essas são as cinco melhores ginastas no momento, as mais bem preparadas fisicamente e tecnicamente. Confesso que foi uma decisão muito difícil, pois queria poder levar todas as nossas atletas. Cada uma delas tem sua história, suas conquistas e vitórias, porém são apenas cinco. Então, coloquei tudo na balança e confio nesse grupo. Realmente, essas são as melhores ginastas para representar bem o nosso País. O nosso objetivo é fazer o nosso melhor e mostrar todo o trabalho que fizemos até aqui. Queremos executar as séries sem falhas e sair feliz da quadra. O resto é consequência”, destacou Camila.

Essas meninas ainda tem uma competição final antes das Olimpíadas, a Copa do Mundo de Baku, no Azerbaijão, e então elas voltam para casa para as últimas competições. O time que vai competir no rio já está junto praticamente desde o início do ano, já fizeram várias competições juntas, então elas já se conhecem o bastante.

Agora, eu tenho que dizer que sinto bastante a falta da Bia, afinal de contas ela é a única atleta que consegue fazer um dos nossos momentos coregráficos marcantes na série – só que já digo de antemão que a ausência dos malabares não diminui nossa nota em nada. E também tenho que dizer que tanto a Morgana quanto a Jéssica, que fazem elementos que eram da Bia, tem executado eles com sucesso, então não tem porque se preocupar quanto a esses.

Já em relação a participação da Gabrielle, bem, eu acho que cada um de nós tem seus sentimentos quanto a isso, mas não acredito que nós possamos saber melhor do que se passa dentro do centro de treinamentos quando não estamos por lá. A gente sabe como foi a vida da Bia neste ano, por exemplo, e o quanto ela teve que lutar para entrar de volta no calendário de competições, sem falar de todas as outras meninas que passaram pela seleção ao longo dos últimos quatro anos, desde que elas começaram a competir em Minsk 2013.

O conjunto mudou um monte, e eu sei que tem mais gente ainda debatendo sobre esse assunto, mas eu vejo que a técnica tem sempre escolhido as meninas que podem representar melhor o nosso país. Talvez as minhas opiniões fossem mudar se eu estivesse vendo essas meninas todos os dias, e no final das contas é preciso mandar as cinco meninas que vão dar o seu todo e um pouco mais para competir.

A nossa situação para entrar numa final não vai ser fácil, e ela tem ficado um pouco comprometida tanto pelos erros que as meninas cometem, mas também pela falta de credibilidade com os juízes. No entanto, pelas notas que a gente conseguiu na última prova da Copa do Mundo, acho que a gente tem uma chance, mas não se pode cometer erro algum. Elas demonstraram nas últimas duas Copas do Mundo que elas conseguem executar as séries sem erros maiores, o que foi sim um passo a frente para a nossa seleção, mas é preciso mais.

Quem sabe essas cinco meninas são aquelas que a Camila acredita que possam conquistar esses últimos décimos que faltam pra gente se garantir por lá. De qualquer forma, essa é a melhor e mais competitiva seleção brasileira de todos os tempos, não há dúvidas quanto a isso. O que nos falta agora é chegar ao nível que estávamos antes – que era muito mais fácil de se chegar dez anos atrás.

Eu estou mandando as melhores energias para essas cinco meninas. E espero que a torcida faça o mesmo.

=D