GINÁSTICA RÍTMICA – A SELEÇÃO INDIVIDUAL DO BRASIL PARA 2018

Eu gostaria de começar essa postagem falando que o blog ficou inativo até agora por vários motivos, mas o principal deles foi a falta de incentivo pra continuar fazendo conteúdo. Não pensem que isso é por causa de dinheiro ou falta de apoio dos leitores, pelo contrário, o que me afetou mais foram os vários acontecimentos nos bastidores da nossa modalidade que, embora não afetem ela como um todo, chegaram até aqui de forma bastante contundente, e me deixaram sem vontade de continuar postando.

Não só as histórias de terror contadas por algumas ginastas da seleção brasileira, tanto aposentadas como da atualidade, bem como o que aconteceu nos campeonatos ao redor do Brasil, mas também a forma como algumas pessoas tratam da GR e dos que comentam ela – já existem tão poucas vozes que se expõe por causa desse esporte, e parece que elas tem cada vez menos espaço para serem ouvidas. O que me anima é ver as ginastas e suas técnicas trabalhando para melhorar, porque se não fosse por elas a gente estaria vendo a GR se partindo em padaços.

Apesar disso, eu não poderia deixar de vir aqui para fazer um apanhado da nossa seleção adulta nessa primeira metade da temporada de 2018. E aqui vamos falar das ginastas individuais que despontam como favoritas para competirem pelo Brasil no resto do ano.

Começamos com NATÁLIA GAUDIO, que competiu em três campeonatos oficiais da FIG, uma Copa do Mundo e duas Copas do Mundo Challenge. Com duas séries novas e duas séries reconfiguradas, Natália teve uma curva ascendente em suas competições, até conseguir uma final na fita em Portimão e terminar na quarta colocação, o que é um resultado histórico para ela e para nossa modalidade. Contudo, todas as outras rotinas da Natália ainda estão com dificuldade em conseguir pontuações mais altas, e vê-se que ela e sua técnica ainda estão testando elementos para ver se ela consegue subir posições.

Acredito que a Natália precisa melhorar sim as outras séries além da fita, mas ela tem uma competição com ela própria aqui no Brasil. Além de ser uma ginasta com muito mais experiência que qualquer outra no país, ela também tem bastante exposição lá fora, o que ajuda a consolidar a presença da Natália no âmbito mundial.

 

A ginasta EDUARDA CARVALHO avançou apenas agora para a categoria adulta, mas já conseguiu competir de forma bastante regular nos dois campeonatos que participou, em Portugal e Luxemburgo. Mesmo que não sejam competições de alto nível como uma Copa do Mundo, em ambas houve a participação de bastante ginastas com experiência em campeonatos grandes, e a Eduarda conseguiu capturar várias medalhas em Portugal, enquanto terminou em 5º lugar no AA de Luxemburgo, ficando atrás das quatro ginastas russas que foram competir por lá – incluindo estrelas do time nacional como Ekaterina Vedeneeva e Irina Annenkova-, e ficando a frente de duas das ginastas mexicanas mais fortes – e que agora estão sendo treinadas com a ajuda de Efrosina Angelova.

Se ela continuar melhorando de competição em competição, Eduarda poderá ter grandes chances de se tornar um elemento importante da nossa seleção. Suas séries são umas das minhas favoritas das ginastas brasileiras.

 

KARINE WALTER que ano passado foi a primeira ginasta escolhida para integrar a seleção individual do Brasil, e essa decisão foi um pouco contestada, voltou a competir esse ano no Torneio de Corbeil. O torneio não é mais tão famoso como era em temporadas passadas, mas ainda assim muitas ginastas de países fortes estiveram competindo. Karine também estreou duas séries novas e reconfigurou duas antigas, e ela também conseguiu chegar em uma das finais, na bola, além de se posicionar bem na competição individual.

Mesmo que Karine ainda esteja um tanto insegura ao competir, creio que sua participação em tantos campeonatos importantes no ano passado deu uma injeção de confiança nela, e suas séries estão mais competitivas esse ano. Se vê que ela e a técnica conseguiram encontrar uma forma melhor de expressar as dificuldades corporais da Karine, escolhendo elementos que ela tem mais probabilidade de acertar – e isso é algo que eu sempre valorizo.

 

VITÓRIA GUERRA foi com seu clube para competir na Flórida este ano, uma competição pequena, mas com a presença de algumas ginastas internacionais. Ela levou medalhas em todas as provas, o que era esperado dela. Vitória foi a única ginasta que estreou quatro séries novas este ano, e elas são bem mais competitivas que as do ano anterior.

Mesmo tendo conseguido medalhas no Campeonato Brasileiro do ano passado, competindo melhor que algumas das ginastas que foram selecionadas na seletiva, Vitória não saiu a competir pelo Brasil depois do começo do ano, então espero que agora ela ganhe mais chances de representar o Brasil, pois suas séries tem bastante elementos originais e ela está bem mais forte corporalmente. Suas séries também estão entre as minhas favoritas.

 

BÁRBARA DOMINGOS foi a grande campeã no Brasileiro do ano passado, mas por causa da seletiva do começo do ano ela ficou de fora do Campeonato Mundial, e apenas apareceu para competir pelo Brasil no Campeonato Pan-americano no fim do ano. Neste ano ela voltou a treinar mais tarde, por isso chegou às competições um pouco menos preparada, mas ainda assim estreou duas séries novas.

Ela foi para Guadalajara e Portimão, e numa das competições ficou melhor situada que a Natália. Suas notas também estão competitivas com as dela, mas Bárbara ainda precisa melhorar a execução de suas séries para conseguir alcançar postos melhores nos campeonatos importantes.

 

MARIANY MIYAMOTO estava se recuperando de lesão quando saiu para competir em Baku. Ela mudou algumas de suas séries para este ano, e competiu relativamente bem em todos os aparelhos menos na bola, mas infelizmente as suas séries não estão muito à altura da competição, sem falar que em Baku os juízes foram bastante restritos no seu julgamento.

Ainda assim ela competiu suas séries sem mostrar muito nervosismo, e acredito que ela só melhore para as próximas competições, já que ela foi membro importante da nossa equipe nas duas competições que foi ano passado, já que ela competiu com regularidade.

 

HELOÍSA BORNAL saiu da seleção de conjunto para voltar a competir no individual, e ela representou o Brasil em uma competição em Portugal, mostrando séries novas em todos os aparelhos menos a bola. Sua experiência no ano passado com o conjunto, depois de não ter sido selecionada na seletiva, foi valiosa para que ela voltasse a competir com mais confiança, e suas séries são muito interessantes do ponto de vista da composição.

Contudo, ela ainda precisa melhorar na execução, o que é resultado de não ter treinado por tanto tempo como ginasta individual. Até que ela retorne a um nível mais alto ainda vai tomar tempo. Heloísa também passou por problemas durante sua preparação para competir, mas ela ainda conseguiu alcançar várias finais em Portugal e chegar perto do pódio em várias oportunidades.

 

Além dessas meninas, podemos ter outras surpresas no Campeonato Brasileiro, que vai decidir as meninas que vão representar o Brasil na segunda metade do ano. Quais delas são as suas favoritas?

=D

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GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO PAN-AMERICANO – RESULTADO E COMENTÁRIOS

Terminou hoje a maior competição da América na nossa modalidade, e a última competição importante para o calendário deste ano. Com uma seleção completa na categoria juvenil e adulto o Brasil levou os principais nomes da GR no país, e volta para casa com algumas medalhas, alguns resultados sólidos, vários resultados inconsistentes e bastante coisa a ser trabalhada.

Vamos primeiro para os resultados, e depois os comentários.

Na categoria juvenil o Brasil não conseguiu nenhuma medalha, ficando em quinto lugar na competição por equipes e também no conjunto. As meninas do individual conseguiram entrar em três finais, Eduarda no arco, maças e fita, e a Amanda na final de maças, mas sem conseguir medalhas. Assim como o conjunto, que também participou das finais.

No geral, mesmo sem medalhas, as meninas competiram de forma regular nas finais, mas não foram tão bem nas provas classificatórias. Acredito que poderiam ter tentado alguns pódios, mas com a quantia de erros cometidos não se pode ir muito longe.

Na categoria adulta as brasileiras do individual tiveram um primeiro dia bastante abaixo das expectativas, mas conseguiram se recuperar para conseguir terminar em terceiro lugar na competição por equipes. Também conseguimos mandar duas ginastas para todas as finais, e Natália Gáudio, fazendo jus às oportunidades dadas este ano, conseguiu os melhores resultados para o país, com duas medalhas de bronze nas finais de arco e bola. Nas outras finais as meninas chegaram perto do pódio, mas não conseguiram ultrapassar as adversárias, infelizmente.

Já o conjunto fez uma competição louvável, todas as notas acima de 17, sem falar nos 10 em dificuldade – e a gente pode abrir uma discussão sobre a validade dessas notas em outras competições internacionais, mas o Brasil foi muito bem mesmo. Com o ouro no AA, mais o ouro do misto e a prata do simples, somos o melhor conjunto da América, de longe. Nas finais ocorreram aí algumas maquinações na mesa de arbitragem com as nossas notas, mas nada muito grave, e acho que no fim levamos bons resultados para casa e é o que conta.

Quem quiser acompanhar os resultados completos, é só clicar neste LINK.

Ali você tem tudo.

E os vídeos da competição brasileira podem ser vistos aqui NESTE CANAL.

Agora, para comentar a nossa competição começamos com uma pincelada sobre o time juvenil. Sendo uma seleção transitória acredito que os resultados foram até regulares, mas não posso deixar de me sentir frustrado por elas não terem feito uma competição melhor. Seria interessante uma  participação maior da comissão na hora de instruir as técnicas e fazer uma avaliação sobre a potencialidade das séries, porque não podemos sair a competir com séries que não estão bem adaptadas a esse código – e não que elas não estejam em geral, mas é preciso um cuidado grande com os passos de dança, as dificuldades de aparelho e os elementos de rotação nos riscos, que é onde as meninas tem perdido pontos importantes.

No geral as notas de dificuldade saíram baixas para nossas ginastas, e é preciso um estudo para ver o motivo de isto estar acontecendo.

Já nossa seleção adulta trouxe aí seis medalhas.

Aquelas com as cores mais brilhantes vieram com o conjunto, e os bronzes com a seleção individual – e isso é uma metáfora para a atenção que se dá para as duas partes da nossa GR.

As quatro meninas que representaram o Brasil em geral fizeram uma competição bem irregular do início ao fim. Nenhuma delas fez todos os seus aparelhos sem falhas, ainda que pelo menos tenham competido em alguma série com melhor execução.

Natália, como eu disse, fez valer a predileção da comissão por ela, ganhando as únicas medalhas individuais do time. Ela tinha potencial de ter conseguido mais, mas realmente não esteve fina na fase classificatória, e por mais que houve alguns protestos sobre o resultado da final da fita, por exemplo, temos que lembrar que as mexicanas estão se preparando com consciência para os próximos anos.

Elas estão auxiliadas por Efrossina Angelova, e o nome já diz tudo. Toda a seleção individual e de conjunto, júnior e adulto, desde a metade do ano tem tido auxílio dela, e é possível ver que esse trabalho tem surtido efeito, já que elas tiveram resultados mais expressivos que os nossos, e merecidamente.

As outras meninas da nossa seleção não competiram com tanto brilhantismo. Bárbara com bastante falhas, mas mesmo assim chegando em três finais e terminando em quarto nas maças, Mariany com uma final na bola, e duas apresentações no aparelho que foram bem corretas, e Karine, com uma série de arco com falhas e a de maças mais correta, mas não o suficiente para chegar a final.

Interessante notar que a primeira ginasta escolhida na seletiva foi a que teve os resultados menos expressivos este ano, quando Bárbara e Mariany, por exemplo, foram muito melhores nas competições frente a frente com Karine, e ainda assim ficaram em casa em uma competição como o Mundial. Da mesma forma que chegaram aqui no Pan-americano sem tanta experiência em competição, ou um estágio na Bulgária.

Isso não é uma crítica direta a Karine, que faz seu trabalho dentro da quadra da melhor forma possível, mas é necessário repensar a maneira como a seletiva foi feita – dois meses antes do mundial, de forma fechada, sem ter a pressão de uma competição. Se esses foram fatores determinantes para o desempenho delas, não sei, mas não se pode ignorar eles.

O que eu também não posso deixar de dizer aqui é que, além das escolhas não tão sensatas na hora de formar uma seleção, eu ouvi histórias de horror a respeito do Campeonato Brasileiro desse ano, com ginastas tendo suas notas seguradas para não serem ultrapassadas por outras, ginastas com mesma nota em séries com execuções bem diferentes, sem falar de problemas na arbitragem dentro da competição, culminando em um incidente desconfortável, e lamentável – afastamento de um árbitro da mesa.

Acredito que, como fã do esporte, se nós queremos um time forte e coeso, é necessária a participação de todos, e mais do que nunca, saber onde erramos. Saber aceitar as críticas.

Resultados falam por si mesmo, por isso eu venho aqui dizer que a escolha da Natália foi muito sensata para representar o Brasil – muitos sabem que ela não é a minha ginasta preferida – mas ela mostrou isso em seus resultados. Ao mesmo tempo, a demora da comissão em definir uma segunda ginasta para representar o Brasil privou a Bárbara de experiência internacional nessa temporada, por exemplo. Isso sem falar da Vitória Guerra, que participou da seletiva, mas dela nunca mais se ouviu em competições fora do Brasil, mesmo com a mudança da Heloísa para a seleção de conjunto.

E o que eu disse a respeito do juvenil vale aqui para as meninas do adulto, é necessário ter cuidado na hora de montar as séries, principalmente com os elementos de rotação nos riscos, as dificuldades de aparelho e os passos de dança. Teve ginasta com passos de dança com menos de oito segundos, ou com DAs atrapalhando os passos, ou elementos de rotação no final dos riscos que não valeram, e por aí vai. É esse tipo de trabalho de correção que a Camila fez no conjunto depois do mundial, e que nos renderam notas bem melhores.

Assim como para o time júnior é necessária uma participação maior da comissão, na seleção adulta isso é óbvio. Avaliações sazonais com as atletas, técnicas e as séries que estão em competição são mais que importantes. Se não podem ser feitas ao vivo, para que serve a tecnologia de hoje? Usá-la a favor do esporte, apenas.

Além disso, rotação das atletas nas competições, quem sabe até adiantar esse campeonato nacional para que não fique tão junto de outras competições importantes. Ano que vem já temos competição de equipes no mundial, e é preciso levar as ginastas mais consistentes, e que nos trarão as melhores pontuações – bem como é preciso inscrever elas corretamente para que não ocorra o que se passou em 2014.

Sem falar no Pan-americano em 2020, que é classificatório para Tóquio. Se fosse hoje, nós não teríamos uma ginasta individual na Olimpíada, e é preciso entender que o novo modo de classificação nos permite sonhar com isso agora. Mas, claro, ainda é cedo, e tanto a comissão como as técnicas tem tempo de trabalhar conscientemente para essas competições.

Agora é hora de ir pra casa, descansar, e então começar a planejar a próxima temporada. Mais do que nunca é preciso trazer os melhores resultados possíveis, especialmente com a ameaça de mais cortes no orçamento esportivo do Brasil. Não se pode sobreviver com um nono lugar nas Olimpíadas, ou com um 23º. Bem como não se pode deixar medalhas escaparem quando elas estão a nosso alcance. A missão é fácil? Não. Mas ela está proposta para todos da mesma forma, então é bom que o trabalho seja feito em conjunto, com um interesse único de alavancar a modalidade no país, e não de cada um trilhar seu caminho em busca do sucesso.

O melhor para todos!

=D

 

 

 

GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO PAN-AMERICANO 2017 – COMO ACOMPANHAR

A partir de amanhã e até o domingo poderemos assistir a competição mais importante do nosso continente este ano. O Campeonato Pan-americano acontece simultaneamente para a disciplina da GR e para a Ginástica Acrobática, por isso temos que nos acostumar a uns dias de competição diferente.

O Brasil está enviando atletas em todas as categorias, desde o conjunto e individuais júnior – Eduarda Carvalho, Amanda Santos e Samara Sibin-, bem como o conjunto adulto e as individuais – Natália Gáudio, Bárbara Domingos, Karine Walter e Mariany Miyamoto.

Todos os resultados, informações, inclusive links para assistir estão na página oficial da competição AQUI. Mas eu já deixo aqui a LISTA DE PARTIDA, que está no horário da Flórida, bem como o cronograma da competição no horário de Brasília, logo abaixo:

  • Sexta-feira, 13/10
    10:30h – Individual AA Júnior e Equipes (Arco e Bola) (Brasil)
    14:30h – AA de Conjuntos Júnior e Adulto (5 cordas e 5 arcos) (Brasil)
    16:30h – Individual Adulto (Arco e Bola) Grupo 1
    19:30h – Individual Adulto (Arco e Bola) Grupo 2 (Brasil)
  • Sábado, 14/10
    10:30h – Individual AA Júnior e Equipes (Maças e Fita) (Brasil)
    14:30h – AA de Conjuntos Júnior e Adulto(10 maças e 3 bolas e 2 cordas) (Brasil)
    16:30h – Individual Adulto (Maças e Fita) Grupo 1(Brasil)
    19:30h – Individual Adulto (Maças e Fita) Grupo 2
  • Domingo, 15/10
    11:30h – Finais Júnior
    15:30h – Finais Adulto
    19:30h – Finais de conjunto

 

Vamos torcer pelas nossas atletas!

GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO SUL-AMERICANO 2017

Na semana passada foi realizada a principal competição da América do Sul, reunindo cinco países e pouco mais de trinta ginastas. Foi a competição mais esquecida da confederação sul-americana, já que nem transmissão teve, mas eu estive procurando o máximo de informações para poder completar esse post aqui.

O Brasil, com uma delegação de nove atletas, foi o país com maios número de medalhas, o que era esperado. A única prova em que as brasileiras não levaram o ouro foi na final individual de arco, pois nos outros pódios, individuais ou de conjunto, o Brasil ficou com o ouro, além de outras medalhas do individual.

Natália Gáudio ficou com cinco ouros e uma prata, sendo um ouro da competição por equipes, mais três ouros da bola, maças e fita, e o ouro no individual geral. Mariany Miyamoto também teve muitas medalhas, entrando em cinco pódios também. Karine conseguiu o bronze nas maças.

O conjunto brasileiro também competiu regularmente. Com poucas chances de perder os ouros, levando em conta o baixo nível dos outros dois conjuntos, Argentina e Chile, as meninas cometeram erros em quase todas as séries, e ainda assim conseguiram bons resultados. Mas mesmo sem ter feito uma competição muito limpa, elas fizeram um bom papel, testando mudanças nas séries depois do mundial de Pesaro, e ainda conseguiram uma nota 10 de dificuldade, na final do conjunto de arco.

Aqui nós temos os vídeos das duas finais.

 

E neste link temos os RESULTADOS COMPLETOS.

Em menos de duas semanas as brasileiras estarão em Daytona Beach, Flórida, para o Campeonato Pan-americano, uma prévia do que será a disputa pelas vagas olímpicas, e teremos mais formas de acompanhar essa competição – que parece que vai ter transmissão ao vivo.

Até lá!

=D

 

GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO BRASILEIRO 2017

Ontem terminou a principal competição da modalidade no nosso país, que aconteceu junto com a fase infantil do campeonato brasileiro. Tivemos um grande número de ginastas se apresentando, e as melhores do país se enfrentaram para decidir quem merece o lugar mais alto do pódio.

Na competição individual Bárbara Domingos se sagrou como campeã, seguida por Natália Gáudio e Mariany Miyamoto. Pelas equipes, a Escola de Campeãs, do Espírito Santo, ficou em primeiro lugar, seguida pelo Clube AGIR, do Paraná, e da Sadia, do Paraná também.

Nas finais nós tivemos uma alternância no pódio, com Bárbara conquistando o ouro na bola e na fita, com a prata no arco e nas maças, e Natália com o ouro no arco e nas maças, conquistando a prata na fita. Mariany conseguiu o bronze na bola e na fita, Karine Walter uma prata na bola e bronze no arco, além da Vitória Guerra que conseguiu o bronze nas maças.

Todas as meninas com medalhas individuais participaram da seletiva em junho.

Os resultados completos você confere aqui nesses dois link(incluindo os resultados da competição infantil):

CLASSIFICATÓRIA

FINAL

Nós também temos vídeos para vocês – uma playlist com as séries das cinco melhores ginastas – é só você clicar no título do vídeo e será redirecionado para o Youtube, e aí vai encontrar as outras séries na aba da playlist.

Além de que temos as transmissões completas na página da CBG, e eu vou colocar os links aqui pra quem tiver tempo disponível para assistir.

DIA DE CLASSIFICAÇÃO 2

DIA DAS FINAIS

No geral eu achei a competição bem interessante para assistir, principalmente as finais, onde nós pudemos ver as melhores ginastas do Brasil. Acho que temos um grande material humano para trabalhar a GR, mas ainda sinto que falta um toque especial na parte técnica para que as meninas possam ter melhores colocações internacionalmente.

Não só na montagem das séries, pois a gente pode ver que tem algumas que são difíceis mesmo, mas acho que falta um pouco de equilíbrio entre os elementos mais complexos que a ginasta pode fazer no treino, tanto a nível corporal como de aparelho, e os elementos que ela realmente pode executar na quadra na hora da competição.

Por outro lado achei muito importante notar que as ginastas estão arriscando bastante no manejo do aparelho, que é algo que tem se mostrado providencial para aquelas que querem almejar postos melhores e não podem se basear apenas na parte corporal. Sem falar na expressividade de muitas ginastas, algo que me chamou atenção também – menção especial para a Nickolle Abreu que, sinceramente, tem a melhor expressividade de todas as ginastas da competição, que é um reflexo de sua experiência, claro.

Temos que destacar a subida meteórica da Bárbara, que depois de ficar de fora do mundial, mesmo tendo competido muito bem em Guadalajara, especialmente se comparar com Natália e Karine, fez três dias de competição impecável. Suas séries são bem difíceis e, mesmo com falhas, ela competiu no máximo do seu potencial no momento. Estava muito bem treinada porque os elementos difíceis que ela executa com o aparelho saíram com consistência, o que não se pode dizer de nenhuma outra ginasta na competição.

Além dela, todas as meninas que foram para a seletiva, e que estão em um grupo levemente acima do resto, competiram relativamente bem, especialmente a Mariany, que levou três medalhas individuais, incluindo uma no Individual Geral.

Agora temos que ver como a nossa seleção está preparada para as próximas competições, o Sul-americano nesta semana, e o Pan-americano em Outubro.

Até lá.

=D

 

GINÁSTICA RÍTMICA – FINAIS DO DOMINGO NO MUNDIAL DE PESARO 2017

Hoje foi o dia das últimas finais no mundial, a de 5 Arcos e 3 Bolas/2 Cordas. Os resultados estão a seguir.

5 Arcos

Posição Nome País Total Detalhes
1 Basta Anna 
Centofanti Martina 
Duranti Agnese 
Maurelli Alessia 
Santandrea Martina
ITA ITA 18.900 Exe. :  8.900  |  Diff. :  10.000  |  EA.D. :  -0.3  |  ET.D. :  -0.800  |
2 Bliznyuk Anastasia 
Levanova Evgeniia 
Poliakova Kseniia 
Tatareva Anastasiia 
Tolkacheva Maria
RUS RUS 18.700 Exe. :  8.700  |  Diff. :  10.000  |  EA.D. :  -0.5  |  ET.D. :  -0.800  |
3 Kunii Mao 
Matsubara Rie 
Sugimoto Sayuri 
Suzuki Ayuka 
Takenaka Nanami
JPN JPN 18.600 Exe. :  8.600  |  Diff. :  10.000  |  EA.D. :  -0.6  |  ET.D. :  -0.800  |
4 Aleksandrova Teodora 
Bineva Elena 
Dyankova Simona 
Radukanova Madlen 
Traets Laura
BUL BUL 18.250 Exe. :  8.550  |  Diff. :  9.700  |  EA.D. :  -0.6  |  ET.D. :  -0.850  |
5 Avadzinskaya Marharyta 
Haidukevich Hanna 
Katsiak Maryia 
Rybakova Anastasiya 
Shvaiba Hanna
BLR BLR 18.025 Exe. :  8.425  |  Diff. :  9.600  |  EA.D. :  -0.7  |  ET.D. :  -0.875  |
6 Celep Elif Zeynep 
Doman Diana 
Platonova Aleksandra 
Vasileva Siyana 
Bayramova Ayshan
AZE AZE 17.850 Exe. :  8.250  |  Diff. :  9.600  |  EA.D. :  -0.7  |  ET.D. :  -1.050  |
7 Bai Xiaoyue 
Guo Yuehan 
Sun Yanni 
Xu Yanshu 
Yang Ye
CHN CHN 17.350 Exe. :  8.050  |  Diff. :  9.300  |  EA.D. :  -0.8  |  ET.D. :  -1.150  |
8 Gomon Yevgeniya 
Khanina Valeriya 
Kobets Daria 
Myzherytska Diana 
Voznyak Anastasiya
UKR UKR 17.350 Exe. :  7.850  |  Diff. :  9.500  |  EA.D. :  -1.0  |  ET.D. :  -1.150  |

 

3 Bolas e 2 Cordas

Posição Nome País Total Detalhes
1 Bliznyuk Anastasia 
Levanova Evgeniia 
Poliakova Kseniia 
Tatareva Anastasiia 
Tolkacheva Maria 
Kravtsova Mariia
RUS RUS 18.900 Exe. :  8.900  |  Diff. :  10.000  |  EA.D. :  -0.4  |  ET.D. :  -0.700  |
2 Kunii Mao 
Matsubara Rie 
Sugimoto Sayuri 
Suzuki Ayuka 
Takenaka Nanami 
Yokota Kiko
JPN JPN 18.650 Exe. :  8.650  |  Diff. :  10.000  |  EA.D. :  -0.5  |  ET.D. :  -0.850  |
3 Aleksandrova Teodora 
Bineva Elena 
Dyankova Simona 
Radukanova Madlen 
Traets Laura 
 
BUL BUL 18.600 Exe. :  8.800  |  Diff. :  9.800  |  EA.D. :  -0.4  |  ET.D. :  -0.800  |
4 Basta Anna 
Centofanti Martina 
Duranti Agnese 
Maurelli Alessia 
Santandrea Martina 
Tornatore Beatrice
ITA ITA 18.550 Exe. :  8.550  |  Diff. :  10.000  |  EA.D. :  -0.6  |  ET.D. :  -0.850  |
5 Avadzinskaya Marharyta 
Haidukevich Hanna 
Katsiak Maryia 
Rybakova Anastasiya 
Shvaiba Hanna 
Tsitsilina Arina
BLR BLR 18.000 Exe. :  8.500  |  Diff. :  9.500  |  EA.D. :  -0.6  |  ET.D. :  -0.900  |
6 Gomon Yevgeniya 
Khanina Valeriya 
Kobets Daria 
Myzherytska Diana 
Voznyak Anastasiya 
Yuzvyak Valeriya
UKR UKR 17.500 Exe. :  8.200  |  Diff. :  9.300  |  EA.D. :  -0.7  |  ET.D. :  -1.100  |
7 Celep Elif Zeynep 
Doman Diana 
Platonova Aleksandra 
Vasileva Siyana 
Bayramova Ayshan 
 
AZE AZE 17.100 Exe. :  8.100  |  Diff. :  9.000  |  EA.D. :  -0.7  |  ET.D. :  -1.200  |
8 Bai Xiaoyue 
Guo Yuehan 
Sun Yanni 
Xu Yanshu 
Yang Ye 
Zhao Jingnan
CHN CHN 16.675 Exe. :  7.675  |  Diff. :  9.000  |  EA.D. :  -1.0  |  ET.D. :  -1.325  |

Para quem não pode assistir, aqui temos o vídeo.

=D

GINÁSTICA RÍTMICA – MUNDIAL DE PESARO 2017 – COMPETIÇÃO DE CONJUNTOS

Hoje terminou a nossa participação no mundial, com a competição de conjuntos. Depois de pouco tempo de preparação, correria, troca de ginastas e duas semanas de preparação na Bulgária, as meninas competiram pela manhã, no primeiro grupo, e terminaram a competição em 13º lugar. Uma queda de rendimento em comparação com o Rio, onde elas terminaram em 9º lugar, mas é um avanço em relação ao mundial de Stuttgart onde terminamos em 16º.

Particularmente eu já estava esperando por um resultado como esse, ainda que torcesse por algo melhor, como uma classificação para as finais, mas mesmo assim elas competiram muito bem. Não foram apresentações perfeitas, sem falhas, mas pelo pouco tempo de trabalho, deu pra mostrar sim a que essas meninas vieram.

Vamos dar uma olhada nas séries?

Nosso maior erro nessa série foi a última troca, onde a Jéssica acabou perdendo o arco, mas ainda assim se recuperou rápido para conseguir acertar a dificuldade de rotação que vinha em seguida. No mais, as meninas tentaram ao máximo fazer as dificuldades contarem, sem perder a animação. O público reagiu muito bem a essa série, o que sempre é bom.

A nota que ganhamos foi 16.050, com 8.7 em dificuldade. Levando em conta que perdemos a nossa troca de valor mais alto, quase um ponto, seria possível alavancar muito essa nota acertando ela.

No misto as meninas não cometeram erros de queda de aparelho, mas em compensação o corporal delas estava menos forte, e acabaram perdendo duas dificuldades, uma rotação e um equilíbrio. E o final teve que ser simplificado também. Sem falar que dava para ver que a série não está limpa o suficiente, com falhas de sincronia e nas formações, o que denota mesmo a falta de tempo para fazer esse trabalho.

Contudo, as meninas conseguiram cumprir o papel de chegar ao final da série, o que sempre deixa um bom sabor na boca. Ficamos com 15.650, com uma nota de dificuldade de 8.5.

Quem quer assistir a competição outra vez, aqui temos os vídeos.

E o resultado final está abaixo:

Posição País Total
1 RUS RUS 37.700
2 BUL BUL 36.950
3 JPN JPN 36.650
4 ITA ITA 36.625
5 BLR BLR 36.425
6 UKR UKR 35.600
7 AZE AZE 35.450
8 CHN CHN 34.250
9 FRA FRA 33.050
10 UZB UZB 32.525
11 FIN FIN 32.350
12 USA USA 32.250
13 BRA BRA 31.700
14 GER GER 31.200
15 ESP ESP 30.650
16 GRE GRE 30.000
17 HUN HUN 29.000
18 POL POL 28.850
19 LAT LAT 28.300
20 MEX MEX 28.150
21 CAN CAN 28.000
22 KAZ KAZ 27.500
23 KOR KOR 27.000
24 SLO SLO 26.600
25 SUI SUI 26.000
26 EST EST 21.950
27 EGY EGY 21.300
28 NOR NOR 21.150
29 SGP SGP 20.750

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