GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE 2019

A competição mais importante para a GR Sul-americana ocorreu neste final de semana, dois meses antes dos Jogos Pan-americanos e servindo como um termômetro para analisar a situação das ginastas de cara a essa competição tão importante.

Em linhas gerais, a competição foi bastante interessante para o time Brasileiro, que conseguiu quase todos os ouros, ao mesmo tempo em que revelou algumas inconsistências que deverão ser resolvidas na preparação para o Pan em Lima.

No individual, levamos apenas um time de duas ginastas, com Natália Gáudio e Bárbara Domingos. Não sei qual o motivo pra não rodar outras meninas nessas competições, e preparar mais ginastas para o futuro. Mesmo assim, nossas ginastas competiram bem, alcançando notas altas e ficando no pódio em todas as finais.

Natáia retomou seu título no Individual Geral, após perder para a Bárbara no ano passado, e também conseguiu o ouro na final de Arco e Bola, além da medalha de prata na Fita. Bárbara por sua vez, ficou em todos os pódios, com bronze no Arco e Bola, prata nas Maças e no Individual Geral, além do ouro da Fita.

Em geral, as duas competiram bem, mas Natália não conseguiu executar uma série de fita à altura das suas possibilidades nas três vezes que saiu a competir. E a Bárbara teve falhas em várias das finais, o que tiraram a chance de ela disputar um lugar mais alto no pódios. Em vista dos Jogos Pan-americanos de Lima, as duas precisam encontrar uma forma de chegar a competição com uma maior constância, para que possam disputar as medalhas do Individual Geral. Já para as finais por aparelho, elas tem uma chance maior de conseguir beliscar um resultado melhor.

Já o conjunto brasileiro, como era esperado, fez uma competição praticamente sozinho, especialmente com a adição de mais dificuldade em nossas séries. Acredito que a Camila esteja planejando tentar chegar acima dos 17 pontos nas duas séries, com a possibilidade de ficar perto dos 18 no potencial da rotina, a espera do que a arbitragem vai considerar, claro.

Nos dias de classificação as meninas competiram um pouco mais corretas, mas nas finais acabaram cometendo mais erros, ainda que, considerando que as finais eram tão corridas, uma logo após a outra, e com séries tão difíceis, é de entender que acertar elas ficaria mais complicado.

Ainda assim, houveram substituições na composição do conjunto, com Beatriz Pomini entrando para competir as duas séries, e Morgana Gmach e Vitória Guerra se alternando. É preciso encontrar o time certo para o Pan, já que a princípio apenas cinco ginastas podem ir (?), assim como foi no Rio.

Todos os ouros do conjunto ficaram na mão do Brasil, o que é motivo de comemorção, com certeza. Mas para a próxima competiçao importante, o Pan de Lima, as meninas vão ter que melhorar a execução, com o objetivo de poder chegar entre as favoritas ao ouro.

Resultados completos podem ser encontrados em dois links:

AQUI

AQUI

Detalhe: o único ouro que não ficou em mãos brasileiras foi para Sol Martinez, da Argentina, na final das maças.

GINÁSTICA RÍTMICA – SELEÇÃO BRASILEIRA COMEÇA 2019

Esse ano tivemos a oportunidade de ver nossa seleção completa de Ginástica Rítmica competindo logo no início da temporada, de certo modo. No individual tivemos presença de Natália Gaudio e Bárbara Domingos em 3 eventos de Copa do Mundo, mais a participação de Heloísa Bornal e Mariany Miyamoto na World Challenge Cup em Guadalajara. Além do conjunto que competiu em Baku, local onde será disputado o mundial da modalidade este ano, e na Espanha.

Com essa primeira saída internacional, foi possível avaliar o nível da seleção frente a outros países, em especial aqui na América, tendo em vista que em dois meses começam os Jogos Panamericanos de Lima, onde o Brasil disputa seus títulos mais importante de todo o ciclo.

Em relação a nosso time individual, depois das competições internacionais ficou mais do que óbvio que nossas duas ginastas principais continuam sendo Natália e Bárbara, que em geral estiveram mais bem posicionadas que as outras meninas. Com séries mais dinâmicas e difíceis que no ano anterior, elas continuam sendo apostas para um pódio em Lima, ainda que a disputa por ele vá ser muito difícil.

Pela primeira vez em muitos anos nós vamos ter uma competição bem acirrada entre os países que querem medalha. Além das americanas, que estão a frente de todos os outros países, especialmente se contarmos com um time com Laura Zeng e Evita Griskenas, o que sobra para os outros times  é o terceiro lugar, ou algo melhor no caso de uma competiçao complicada para as favoritas.

Mas para esse bronze, teremos várias ginastas com chances de medalha. Além das nossas brasileiras, há que destacar as duas canadenses, Katherine Uchida e Sophie Crane, que conseguiram posições a frente das brasileiras em Pesaro e Sofia, além de Rut Castillo do México, que também competiu bem em Baku, e Sol Fainberg, a argentina que se posicionou muito bem em Pesaro e Guadalajara. Isso sem falar da segunda mexicana, que ainda está indefinida entre Marina Malpica e Karla Diaz, ambas ginastas fortes -Marina inclusive ficou em segundo lugar no Campeonato Pan-Americano de 2018, em frente as brasileiras.

A competição certamente será definida apenas no dia, e a ginasta que estiver mais bem preparada, e competir com menos falhas, certamente sairá vitoriosa. Estamos em uma situação mais complicada em relação aos dois últimos Jogos Pan-Americanos, quando chegamos com uma ginasta favorita que saiu multi-medalhista nas duas edições, feito inédito até então para uma brasileira.

Já no conjunto, nessas duas competições que as meninas participaram foi possível ver que o time está bem jovem, mas ao mesmo tempo adquirindo experiência com cada torneio, e mesmo nesse curto espaço de tempo elas tiveram um índice de melhora considerável.

Em Baku, as meninas não foram tão felizes na competição, ainda mais porque o nível estava muito alto, com presença da maioria dos times que vai disputar o mundial já tentando se aclimatar ao país. Nas duas séries elas cometeram erros graves que infelizmente acabaram por jogar nossas notas lá para baixo.

Contudo, em Guadalajara percebemos uma melhora potencial do time, competindo com mais segurança e conseguindo notas acima do que haviam alcançado na semana anterior.

Em relação aos países da América, creio que estamos bem nivelados com as americanas no quesito dificuldade, mas ainda abaixo do México, especialmente no conjunto misto – como pode ser observado na final em Guadalajara, onde os dois conjuntos acertaram suas séries com melhor execução, e ainda ficamos bem abaixo das mexicanas na dificuldade.

Claro, existem coisas que precisam ser arrumadas nas séries brasileiras, em especial algumas das colaborações que não estão sendo contadas por problemas de timing e critérios que não estão saindo em competição, que acabam por diminuir nossa nota de dificuldade. Com mais treino são coisas que podem ser adereçadas, sem sombra de dúvida, mas em uma disputa direta aqui no Pan, o Brasil precisa aumentar a dificuldade de ambas séries, em especial o misto, para não ter que depender de erros das adversárias para chegar ao pódio. Sem falar que, com notas na casa dos 22 pontos, que foi o que o México tirou na final em Guadalajara, é possível pensar em classificação direta para Tóquio no mundial, e não depender de uma competição que vai ser acirrdíssima aqui na América ano que vem.

A espera do Campeonato Sul-Americano, onde poderemos ver nosso time completo outra vez.

GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO SUL-AMERICANO 2018

Semana passada aconteceu a competição mais importante da América do Sul, reunindo as ginastas de todas as categorias para a disputa continental. O Brasil fez uma excelente participação conseguindo títulos em todas categorias e o maior número de medalhas entre os participantes, o que apenas denota a nossa hegemonia por aqui.

Para acompanhar os resultados completos, segue o link da página da CBG.

Não foi possível acompanhar todas as provas, mas procurei por resultados e fui rever alguns vídeos para poder comentar um pouco sobre essa competição.

Já no fim da temporada, ficou bem óbvio que Bárbara chegou no ápice de sua forma física, o que deixa claro também que ela precisa encontrar uma maneira de atingir esse momento mais cedo no próximo ano, tendo em vista que as competições importantes serão realizadas antes do fim de Outubro.

Ela conseguiu um grande número de títulos inéditos para ela, o que eu espero que dê um empurrão para que venha com ainda mais força ano que vem, especialmente com os Jogos Pan-americanos onde ela pode conquistar medalhas para o Brasil.

Natália pareceu um pouco mais cansada da temporada, mas tendo que carregar o nome de ginasta principal do Brasil tem seu custo, claro. Ela já tem esses títulos sul-americanos, então eu diria que não conseguir renovar eles não é algo tão grave, mas ela ainda fez uma competição muita boa, com quatro pratas individuais.

Heloísa também fez uma competição boa, conseguindo uma medalha individual no arco, mas ela ainda está bem limitada à terceira colocação dentro da nossa seleção, por isso se quiser brigar por uma das vagas dos Jogos Pan-americanos vai precisar trabalhar ainda mais para o ano que vem.

O conjunto que nos representou no adulto não foi o principal que treina em Aracaju, mas ainda assim fizeram uma competição regular, conquistando dois ouros e uma prata. Já as categorias de acesso a adulta também tiveram chuva de ouros com as brasileiras, o que prova que teremos futuro com mais ginastas.

Essa competição encerra a temporada internacional da seleção oficial – pois a Eduarda Carvalho competiu no GP da Espanha nesse final de semana também – e agora é época de férias e depois preparar as séries novas para a próxima temporada.

Claro que o Brasil já está atrasado, tendo em vista que vários conjuntos da Europa já tem seus conjuntos prontos – incluindo os da categoria júnior, que vai ter mundial no ano que vem

Nos veremos no começo da próxima temporada.

GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO PAN-AMERICANO 2018

Neste final de semana aconteceu a competição classificatória para os Jogos Pan-americanos de Lima em 2019, reunindo os países mais fortes de nossa modalidade nas Américas. O Brasil garantiu o máximo de vagas nas duas categorias, duas meninas no individual mais o conjunto, além de algumas medalhas.

A competição representou uma melhora expressiva em relação ao mundial de Sofia algumas semanas atrás, mas ainda deixou bem claro que a competição aqui na América está mais acirrada do que nunca – e em vista aos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil precisa melhorar se quer conseguir uma vaga.

Por equipes o Brasil levou a medalha de bronze, somando os resultados das ginastas individuais que competiram – Natália Gáudio, Bárbara Domingos, Heloísa Bornal e Mariany Miyamoto. As dez melhores notas do time contavam para a classificação. Na nossa frente ficaram México com a prata, e os Estados Unidos com o ouro. Desta vez conseguimos superar o Canadá.

Os resultados completos estão AQUI.

No Individual Geral, nossa representante principal fez uma competição muito melhor que no mundial, conseguindo a medalha de bronze. Natália ficou atrás de Marina Malpica e de Laura Zeng. Bárbara Domingos terminou sua competição com um bom sexto lugar.

Os resultados completos estão AQUI.

O conjunto competiu muito bem na sua prova de arco, mas tanto na classificatória como nas finais teve problemas no misto. No Conjunto Geral ficamos com a medalha de bronze, atrás de Estados Unidos com a prata e México com o ouro – resultado que se repetiu na final do conjunto misto. Na final do arcos, no entanto, competimos no topo de nossas possibilidades e ficamos com o ouro, e notas bem generosas para nossa seleção.

Resultados do Conjunto Geral AQUI.

Resultados das Finais do Conjunto AQUI.

Já nas finais individuais conseguimos apenas uma medalha, com Bárbara Domingos, ficando com o bronze na fita. Nas outras finais chegamos perto do pódio com nossas duas representantes, Natália e Bárbara.

Resultado das Finais Individuais AQUI.

Enfim, como já mencionei antes, está bem claro que a competição na América vai estar muito acirrada. Dos Estados Unidos tivemos apenas a participação de uma das ginastas do primeiro escalão, já que tanto Feeley como Griskenas estiveram no Japão esta semana. As Mexicanas, com seu time principal, ainda ficaram em frente às nossas ginastas na maior parte das finais, quem apenas ficou aquém de seu resultado no mundial foram as canadenses, mas é de se notar que Katherine Uchida, a melhor ginasta do time atual não competiu nas finais.

Já no conjunto, a disputa está bem equilibrada, e mostra que, ainda que nós tenhamos talento e técnica para conseguir ouros, o que aconteceu na final dos arcos, onde as meninas fizeram sua melhor apresentação todo esse meio ciclo, não podemos nos descuidar, porque tanto mexicanas como americanas vão estar na nossa cola. E como eu venho falando, a partir do ano que vem as competições ganham muito mais importância.

Nos Jogos Pan-americanos vamos ter seis conjuntos classificados, cada um máximo de cinco ginastas. De acordo com os resultados, os países classificados serão: México, Estados Unidos, Brasil, Canadá, Cuba e Venezuela. Já no individual, os seis países que classificaram duas ginastas serão: Estados Unidos, México, Brasil, Canadá, Colômbia e Argentina, com as quatro vagas restantes indo para Porto Rico, Venezuela, Cuba e Chile.

A título de informação, algo que eu vou fazer a cada competição que houver disputa entre vários países da América, se a classificação para Tóquio tivesse acontecido neste fim de semana o Brasil não levaria nenhuma ginasta às Olimpíadas – então temos bastante trabalho pela frente. Mas há tempo, por isso vamos torcer para ele ser usado produtivamente.

 

 

 

 

GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO MUNDIAL 2018 – FINAIS DE CONJUNTO

No último dia do mundial temos as finais por aparelho para os conjuntos. Se ontem Rússia levou a melhor, hoje os outros dois países que completaram o pódio saíram com ouros: Bulgária com o exercício simples, Itália com o misto.

Os resultados seguem abaixo.

5 ARCOS

1 Bineva Elena
Dyankova Simona
Kiryakova Stefani
Radukanova Madlen
Traets Laura
 
 BUL 23.300 Diff. : 14.700 | Exe. : 8.600 | EA.D. : -0.4 | ET.D. : -1.000
2 Matsubara Rie
Noshitani Sakura
Sugimoto Sayuri
Suzuki Ayuka
Yokota Kiko
 
 JPN 22.800 Diff. : 14.600 | Exe. : 8.200 | EA.D. : -0.6 | ET.D. : -1.200
3 Basta Anna
Centofanti Martina
Cicconcelli Letizia
Duranti Agnese
Maurelli Alessia
Santandrea Martina
 ITA 22.550 Diff. : 14.100 | Exe. : 8.450 | EA.D. : -0.4 | ET.D. : -1.150
4 Kravtsova Mariia
Levanova Evgeniia
Poliakova Kseniia
Shishmakova Anastasia
Tatareva Anastasiia
Tolkacheva Maria
 RUS 20.325 Diff. : 13.500 | Exe. : 6.825 | EA.D. : -0.7 | ET.D. : -2.475
5 Bayramova Ayshan
Doman Diana
Hummatova Zeynab
Pashayeva Aliya
Vasileva Siyana
 
AZE 20.100 Diff. : 13.400 | Exe. : 6.700 | EA.D. : -1.0 | ET.D. : -2.300
6 Collard Danae
Deconninck Helene
Prioux Iliona
Rabette Astrid
Rachid Elisabeth
Sivadier Chloe
 FRA 19.700 Diff. : 12.200 | Exe. : 7.500 | EA.D. : -0.7 | ET.D. : -1.800
7 Bykhno Alina
Dovzhenko Tetiana
Khanina Valeriya
Myzherytska Diana
Voznyak Anastasiya
Yuzviak Valeriya
 UKR 19.500 Diff. : 12.800 | Exe. : 7.000 | EA.D. : -0.9 | ET.D. : -2.100 | Pen. : -0.300
8 Haidukevich Hanna
Matskevich Lalita
Misiuchenka Dziyana
Rybakova Anastasiya
Shvaiba Hanna
 
BLR 18.600 Diff. : 12.400 | Exe. : 6.500 | EA.D. : -1.0 | ET.D. : -2.500 | Pen. : -0.300

3 BOLAS e 2 CORDAS

1 Basta Anna
Centofanti Martina
Cicconcelli Letizia
Duranti Agnese
Maurelli Alessia
Santandrea Martina
 ITA 22.550 Diff. : 13.800 | Exe. : 8.750 | EA.D. : -0.4 | ET.D. : -0.850
2 Kravtsova Mariia
Levanova Evgeniia
Poliakova Kseniia
Shishmakova Anastasia
Tatareva Anastasiia
Tolkacheva Maria
 RUS 22.200 Diff. : 13.700 | Exe. : 8.500 | EA.D. : -0.4 | ET.D. : -1.100
3 Bykhno Alina
Dovzhenko Tetiana
Khanina Valeriya
Myzherytska Diana
Voznyak Anastasiya
Yuzviak Valeriya
 UKR 21.400 Diff. : 13.600 | Exe. : 7.800 | EA.D. : -0.6 | ET.D. : -1.600
4 Matsubara Rie
Noshitani Sakura
Sugimoto Sayuri
Suzuki Ayuka
Yokota Kiko
 
 JPN 21.350 Diff. : 13.200 | Exe. : 8.150 | EA.D. : -0.5 | ET.D. : -1.350
5 Haidukevich Hanna
Matskevich Lalita
Misiuchenka Dziyana
Rybakova Anastasiya
Shvaiba Hanna
 
 BLR 20.950 Diff. : 13.200 | Exe. : 7.750 | EA.D. : -0.5 | ET.D. : -1.750
6 Bineva Elena
Dyankova Simona
Kiryakova Stefani
Radukanova Madlen
Traets Laura
 
 BUL 20.750 Diff. : 13.400 | Exe. : 7.350 | EA.D. : -0.4 | ET.D. : -2.250
7 Bayramova Ayshan
Doman Diana
Hummatova Zeynab
Pashayeva Aliya
Vasileva Siyana
 
 AZE 20.400 Diff. : 12.800 | Exe. : 7.600 | EA.D. : -0.6 | ET.D. : -1.800
8 Alonso Monica
Cuadrillero Redondo Victoria
Esquerdo Clara
Gayan Ana
Polo Alba
Salarrullana Sara
 ESP 19.800 Diff. : 12.400 | Exe. : 7.400 | EA.D. : -0.8 | ET.D. : -1.800

O vídeo das finais está aqui:

E ao terminar o mundial, já temos três países que classificaram conjuntos para as Olimpíadas de Tóquio: Rússia, Itália e Bulgária. No próximo mundial veremos as primeiras ginastas individuais e mais conjuntos entrando nessa lista.

 

GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO MUNDIAL 2018 – CONJUNTO GERAL

VIVA MÉXICO!

Começo essa postagem saudando nossas companheiras de continente pela melhor posição de um país da América em um mundial desde 2002 – quando o Brasil ficou em 8º no mundial de Nova Orleans. Em Sofia, infelizmente, o Brasil terminou apenas na 18ª posição, nosso pior resultado desde 2011 em Montpellier, quando ficamos em 22º lugar.

Nossas notas ficaram aquém da expectativa, e especialmente um pouco longe do que nossas principais rivais aqui na América tiraram. Estive discutindo com árbitos sobre os resultados do mundial, e por mais que tenhams entrado no mérito das notas dos outros conjuntos, sobre quem mereceu mais ou menos, acho que nem cabe muito aqui discutir sobre eles.

As meninas do conjunto fizeram um trabalho ruim? Não. Não dá pra dizer que fizeram. Apesar da falha grande na apresentação de arcos, elas voltaram à quadra para competir o misto e mostraram muito bem o trabalho desenvolvido. Esse tipo de falha é corriqueira, e qualquer conjunto pode cometer – inclusive a Bulgária.

Só que mesmo assim a seleção ficou devendo. A própria Camila admitiu que a preparação para esse mundial foi complicada, com ginastas saindo da seleção, ginastas entrando na seleção, mudanças de última hora no time, até há pouco tempo antes do mundial.

As séries em si estão com dificuldade suficiente para rivalizar outras como França e México, por exemplo, o problema ficou na execução. O que faltou para essa seleção foi tempo juntas. Você percebe isso na entrada delas em quadra, na forma como elas se relacionam no tablado, como se situam uma em relação a outra, se existe sintonia ou não na execução das dificuldades – tudo isso conta na nota, e de pequenas deduções a gente pode juntar uma nota grande, que foi o que faltou para nossas meninas.

Essa nossa classificação serve como um alerta – tanto no individual como no conjunto. Várias países e ginastas da América estão na nossa frente, e se chegar em 2020 e a situação estiver igual, nós ficaremos fora das Olimpíadas nas duas categorias.

A título de informação, se esse resultado do mundial se repetisse ano que vem, o México se classificaria diretamente às Olimpíadas – isso é o significado desse ranking histórico delas.

Vamos aos resultados, então.

1 Kravtsova Mariia
Levanova Evgeniia
Poliakova Kseniia
Shishmakova Anastasia
Tatareva Anastasiia
Tolkacheva Maria
RUS 23.250 23.050 46.300
2 Basta Anna
Centofanti Martina
Cicconcelli Letizia
Duranti Agnese
Maurelli Alessia
Santandrea Martina
 ITA 22.775 22.050 44.825
3 Bineva Elena
Dyankova Simona
Kiryakova Stefani
Radukanova Madlen
Traets Laura
 
 BUL 19.700 22.350 42.050
4 Bykhno Alina
Dovzhenko Tetiana
Khanina Valeriya
Myzherytska Diana
Voznyak Anastasiya
Yuzviak Valeriya
 UKR 19.900 21.250 41.150
5 Matsubara Rie
Noshitani Sakura
Sugimoto Sayuri
Suzuki Ayuka
Yokota Kiko
 
 JPN 19.750 20.900 40.650
6 Haidukevich Hanna
Matskevich Lalita
Misiuchenka Dziyana
Rybakova Anastasiya
Shvaiba Hanna
 
 BLR 20.000 19.200 39.200
7 Bayramova Ayshan
Doman Diana
Hummatova Zeynab
Pashayeva Aliya
Vasileva Siyana
 
 AZE 19.200 19.900 39.100
8 Collard Danae
Deconninck Helene
Prioux Iliona
Rabette Astrid
Rachid Elisabeth
Sivadier Chloe
FRA 18.700 18.350 37.050
9 Maldonado Mildred
Quijano Marcela
Ruiz Sara
Sainz Brittany
Villanueva Karen
 
 MEX 18.300 18.650 36.950
10 Liinavuori Elisa
Naerevaara Milja
Oikari Ada
Rantala Emma
Vainio Juulia
Virkkunen Amanda
FIN 18.650 18.100 36.750
11 Ding Ziyi
Hu Yuhui
Huang Zhangjiayang
Liu Xin
Xu Yanshu
 
 CHN 17.550 18.550 36.100
12 Burjak Viktoria
Huber Daniela
Koehn Nathalie
Qu Anni
Tikhonovich Alexandra
Tkaltschewitsch Sina
 GER 18.550 17.450 36.000
13 Jaee Helena
Kuksova Vasilina
Reiska Carmely
Susi Maria
Teino Lera
Trofimov Maria
 EST 17.600 18.275 35.875
14 Baltovick Daria
Connor Isabelle
Dragunas Ugne
DU Connie
Pletneva Elizaveta
Sladkov Nicole
 USA 17.300 18.500 35.800
15 Ben Ruby Shai
Dayan Ofir
Raits Natalie
Shapochnikov Bar
Toledo Eli
Vexman Karin
 ISR 17.550 18.100 35.650
16 Chochol Julia
Guja Alicja
Majewska Aleksandra
Malisiewicz Agata
Nicpon Michalina
Wlazlak Aleksandra
 POL 18.100 16.800 34.900
17 Aleksandrova Kseniia
Irnazarova Kamola
Kasimova Safiyabonu
Ravshanbekova Dinara
Safoeva Sevara
Shomuradova Nilufar
 UZB 17.500 17.200 34.700
18 Guerra Vitoria
Maier Jessica
Moraes Gabrielle
Pircio Nicole
Walter Karine
Ribeiro Gabriela
 BRA 16.800 16.975 33.775
19 Arkai Zsofia
Borsanyi Patricia
Foeldi Cintia Vivien
Kovacs Jazmin
Nemeth Virag
Wehovszky Vivien
HUN 18.000 15.700 33.700
20 Alonso Monica
Cuadrillero Redondo Victoria
Esquerdo Clara
Gayan Ana
Polo Alba
Salarrullana Sara
 ESP 14.450 19.150 33.600
21 Kang Jin A
Pak Un Gyong
Ri Hye Song
Ryang Yong Mi
Sim Ye Gyong
Sin Su Rim
 PRK 17.550 15.450 33.000
22 Athanasakopoulou Chrysanthi
Athanasoulaki Myrto
Moutafi Chrysi
Ntitsiou Zoi
Ntouro Avra
Tziatzia Ioanna Anna
 GRE 17.300 15.000 32.300
23 Belittchenko Elizabet
Panov Vanessa
Shanko Anastasia
Udachina Alexandra
Zilyuk Alexandra
 
CAN 16.700 15.550 32.250
24 Budnik Jessika
Dauletkulova Zhanerke
Rustamkyzy Aiza
Sultanova Regina
Talgatbek Anel
Zhakupova Dayana
 KAZ 15.050 16.800 31.850
25 Cardinale Tania
Duenser Gina
Frieden Jasmin
Stanisic Tamara
Wymann Julia
 
 SUI 14.950 16.200 31.150
26 Ahmed Sara
Aziz Nadine
Hussein Malak
Kafafi Farida
Mazar Nour
Philips Marla
EGY 15.450 15.050 30.500
27 Bizjak Masa
Ivancic Zoja Marija
Kragulj Ana
Kragulj Sara
Leskovsek Teja
Nemes Lara
 SLO 14.500 14.650 29.150
28 Fiedlerova Gabriela
Kozova Andrea
Nemeckova Daniela
Peslova Daniela
Plchova Adela
Vondrakova Johana Marie
 CZE 14.000 15.150 29.150
29 Mathews Alannah
Onoda Himeka
Rosendahl Nikita
Teixeira Alexandra
White Felicity
 
 AUS 14.725 14.200 28.925
30 Dogan Duygu
Karaevli Basak Nida
Mitrovich Aleksandra
Radicheva Emiliya
Vardar Ipek
 
 TUR 15.250 13.650 28.900
31 Baek Sujin
Hwang Seoyoung
Kim Chaeyul
Kim Min
Kim Minju
Yang Hyun Jin
 KOR 13.850 14.775 28.625
32 Herzog Franziska
Hofmann Lisa
Marchart Florentina
Marchart Leona
Remezkova Maria
Nagler Romana
 AUT 13.400 13.850 27.250
33 Bolataeva Natela
Kakabadze Irina
Kheladze Tamar
Kupunia Mariam
Tabagari Natalia
Urushadze Salome
 GEO 10.700 11.900 22.600
34 Grant Huggett Paige
Jurlina Izabella
Kelly Hannah
Lyons Fleur
Paton Katherine
Retter Abbey
 NZL 11.700 10.150 21.850
35 Andric Iva
Jakovljevic Teodora
Radovic Lana
Radovic Una
Stefanovic Marija
Vlahovic Nada
 SRB 10.200 11.550 21.750
36 Chavan Nirja
Dave Divya
Dharap Radhika
Nidre Disha
Vartak Janhavi
 
 IND 8.000 8.450 16.4

E para quem não pode acompanhar a competição, os vídeos estão logo abaixo.

GINÁSTICA RÍTMICA – CAMPEONATO MUNDIAL 2018 – INDIVIDUAL GERAL

Neste dia se realizou a última final individual do mundial, que definiu a melhor ginasta do mundo. Pelo segundo ano, Dina Averina se colocou no lugar mais alto do pódio, seguida por Linoy Ashram em segundo e Aleksandra Soldatova em terceiro. A final teve muitas séries bonitas de se acompanhar, mas também muitos erros. As meninas da casa infelizmente não conseguiram fazer uma final limpa, o que as tirou da disputa pelo pódio – mas já estava bem difícil de chegar nele, considerando a diferença entre as notas.

O resultado está abaixo:

1 Averina Dina RUS 21.000
Diff. : 11.900
Exe. : 9.100
20.650
Diff. : 11.500
Exe. : 9.150
20.800
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2 Ashram Linoy  ISR 20.400
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3 Soldatova Aleksandra  RUS 21.275
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4 Nikolchenko Vlada  UKR 19.150
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5 Halkina Katsiaryna  BLR 18.200
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6 Taseva Katrin  BUL 18.800
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7 Baldassarri Milena  ITA 19.200
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8 Zeng Laura  USA 19.450
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9 Agiurgiuculese Alexandra  ITA 17.950
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10 Salos Anastasiia BLR 19.050
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11 Zelikman Nicol  ISR 17.275
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12 Minagawa Kaho  JPN 18.450
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13 Vedeneeva Ekaterina  SLO 18.250
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14 Kelaiditi Eleni  GRE 18.000
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15 Vladinova Neviana  BUL 19.350
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16 Tashkenbaeva Sabina  UZB 17.000
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17 Griskenas Evita  USA 16.300
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18 Moustafaeva Kseniya  FRA 17.900
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19 Adilkhanova Alina  KAZ 16.975
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20 Ruprecht Nicol  AUT 17.200
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21 Pazhava Salome GEO 18.050
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22 Vartlaan Yanika  UKR 17.700
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23 Oiwa Chisaki JPN 14.200
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24 Aghamirova Zohra  AZE 16.650
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Pra quem não pode acompanhar ao vivo, segue os vídeos abaixo:

Na minha opinião vale muito a pena assistir essa final. No primeiro grupo o destaque fica com Anastasiia Salos e Eleni Kelaiditi, que a meu ver fizeram uma ótima competição. No grupo principal, Milena Baldassarri, Alexandra Agiurgiuculese e Katsyarina Halkina também fizeram boa competição, além do pódio, claro – entre as três melhores, Linoy Ashram teve a competição mais completa, na minha opinião.

E aqui se encerra a parte individual deste mundial. Em seguida, conjuntos.